Donninite

Donninite é a aglutinação do meu sobrenome Donnini com a palavra noite (nite). Escrita na forma popular dos americanos.

A ideia surgiu em 2001 na criação do meu primeiro blog, Donninite, bem menos amplo do que esse, com estreias de cinema e matérias de anos anteriores contudo.

A melhor definição é entretenimento.. Entretenimento é o conjunto de actividades que o ser humano pratica sem outra utilidade senão o prazer. É o desvio do espírito para coisas diferentes das que preocupam. Pode ser uma distração, um passatempo ou um desporto.Outra definição mais abrangente seria cotidiano O termo cotidiano  significa aquilo que é habitual ao ser humano, ou seja, está presente na vivência do dia-a-dia. Cotidiano também pode indicar o tempo no qual se dá a vivência de um ser humano; também pode indicar a relação espaço-temporal na qual se dá essa vivência. Dia a dia :  A sucessão dos dias.  COTIDIANO. O labor de todos os dias. ROTINA. Ou seja: O DIA,A TARDE E A NOTE, o intermitente cotidiano do povo brasileiro. Correria. O TRABALHO, O LAZER, E O REPOUSO. Música, literatura, baladas, moda.Celebridades: Artistas, Autoridades,etc…

 No plano Espiritual há eventos de todos os tipos, muito semelhante aos nossos do plano material. Na década de 1940, época que foi escrito o livro Nosso Lar, o cotidiano era muito mais avançado que o nosso, a Colônia tinha esse aspecto futurista mostrado no filme desde o século XVI. Os eventos lá eram tranqüilos. No Livro: A Casa do Escritor, o Espírito meigo da Patrícia, relata eventos mais agitados na Casa do Escritor. Celebridades como: Chico Xavier e o Dr Bezerra de Menezes marcaram presença. Espíritos encarnados durante seu repouso noturno também foram convidados.Alguns, inexperientes, apareciam de pijama em uma festa de traje de gala, por não saber “trocar de roupa”. No plano Espiritual ninguém é barrado, todavia. Somente é curioso e engraçado relatar. Contudo teve um encarnado que não pôde ir por ter ingerido bebida alcoólica horas antes de dormir.

 Festa no Céu  (Adaptação do conto de Luís da Câmara Cascudo)

Entre os bichos da floresta, espalhou-se a notícia de que haveria uma festa no Céu.

Porém, só foram convidados os animais que voam.
As aves ficaram animadíssimas com a notícia, começaram a falar da festa por todos os cantos da floresta. Aproveitavam para provocar inveja nos outros animais, que não podiam voar.
Um sapo muito malandro, que vivia no brejo,lá no meio da floresta, ficou com muita vontade de participar do evento. Resolveu que iria de qualquer jeito, e saiu espalhando para todos, que também fora convidado.
Os animais que ouviam o sapo contar vantagem, que também havia sido convidado para a festa no céu, riam dele.
Imaginem o sapo, pesadão, não agüentava nem correr, que diria voar até a tal festa!
Durante muitos dias, o pobre sapinho, virou motivo de gozação de toda a floresta.
_ Tira essa idéia da cabeça, amigo sapo. – dizia o esquilo, descendo da árvore.- Bichos como nós, que não voam, não têm chances de aparecer na Festa no Céu.
_ Eu vou sim.- dizia o sapo muito esperançoso. – Ainda não sei como, mas irei. Não é justo fazerem uma festa dessas e excluírem a maioria dos amimais.
Depois de muito pensar, o sapo formulou um plano.
Horas antes da festa, procurou o urubu. Conversaram muito, e se divertiram com as piadas que o sapo contava.
Já quase de noite, o sapo se despediu do amigo:
_ Bom, meu caro urubu, vou indo para o meu descanso, afinal, mais tarde preciso estar bem disposto e animado para curtir a festa.
_Você vai mesmo, amigo sapo? – perguntou o urubu, meio desconfiado.
_ Claro, não perderia essa festa por nada. – disse o sapo já em retirada.- Até amanhã!
Porém, em vez de sair, o sapo deu uma volta, pulou a janela da casa do urubu e vendo a viola dele em cima da cama, resolveu esconder-se dentro dela.
Chegada a hora da festa,o urubu pegou a sua viola, amarrou-a em seu pescoço e vôou em direção ao céu.
Ao chegar ao céu, o urubu deixou sua viola num canto e foi procurar as outras aves. O sapo aproveitou para espiar e, vendo que estava sozinho, deu um pulo e saltou da viola, todo contente.

As aves ficaram muito surpresas ao verem o sapo dançando e pulando no céu. Todos queriam saber como ele havia chegado lá, mas o sapo esquivando-se mudava de conversa e ia se divertir.
Estava quase amanhecendo, quando o sapo resolveu que era hora de se preparar para a “carona” com o urubu. Saiu sem que ninguém percebesse, e entrou na viola do urubu, que estava encostada num cantinho do salão.
O sol já estava surgindo, quando a festa acabou e os convidados foram voando, cada um para o seu destino.
O urubu pegou a sua viola e vôou em direção à floresta.
Voava tranqüilo, quando no meio do caminho sentiu algo se mexer dentro da viola. Espiou dentro do instrumento e avistou o sapo dormindo , todo encolhido, parecia uma bola.
– Ah! Que sapo folgado! Foi assim que você foi à festa no Céu? Sem pedir, sem avisar e ainda me fez de bobo!
E lá do alto, ele virou sua viola até que o sapo despencou direto para o chão.
A queda foi impressionante. O sapo caiu em cima das pedras do leito de um rio, e mais impressionante ainda foi que ele não morreu.
Nossa Senhora, viu o que aconteceu e salvou o bichinho.
Mas nas suas costas ficou a marca da queda; uma porção de remendos. É por isso que os sapos possuem uns desenhos estranhos nas costas, é uma homenagem de Deus a este sapinho atrevido, mas de bom coração.

Curiosidades
Luís da Câmara Cascudo foi um importante estudioso de folclore brasileiro e mundial, um folclorista. Nasceu em 1898 em Natal no Rio Grande do Norte e morreu em 1986.
Além de folclorista ele foi um etnólogo, pesquisador que estuda diversas culturas.
Cascudo recolhia lendas e contos populares do Brasil, além de escrevê-las ele as relacionava com lendas e mitos de outras partes do mundo.
A festa no céu é uma fábula muito popular no Brasil. Cascudo e os demais folcloristas a classificaram como conto etiológico, ou seja um conto inventado para explicar o motivo de determinadas características pertencerem a um animal. Como o macaco ter um rabo grande, a tartaruga ter o casco remendado etc.
Em algumas regiões do Brasil o conto A Festa no céu, tem no lugar do sapo uma tartaruga, um jabuti. Este conto também faz parte do folclore português.

Para saber e evoluir: http://www.qdivertido.com.br/

 

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