Crítica da 5ª Temporada – She-Ra e as Princesas do Poder (2020)

she-ra e as princesas dopoder

 A magia de princesas gordinhas lésbicas unida a das musculosas esbeltas, contra o materialismo totalitário do Líder da Horda 

 Nos anos 80, He-Man e She-Ra, destacavam-se pelas importantes lições de moral no final de cada episódio, formado por um elenco de biotipos atléticos idênticos, em razão da tecnologia limitada da época. A nova série She-Ra e as Princesas do Poder, da Netflix, destaca-se pela diversidade física, étnica e sexual de heroínas gordinhas, baixinhas, negras e lésbicas, sempre com algum problema psicológico. Esses conflitos internos de  personagens ambíguos e imperfeitos, psicossomaticamente, simbolizam a verdadeira disputa entre bem e mal, espiritual e material. Etéria, é um planeta vivo, imponderável, e as princesas elementais foram abençoadas pela magia secreta da Floresta do Sussurro (vento, espírito). O objetivo da showrunner, Noelle Stevenson, foi demonstrar que a jornada do grande herói começa no equilíbrio interno das emoções. Foi dessa maneira que a entidade She-Ra, sucessora de Mara, pôde ser encarnada e materializada em Adora, e o poder canalizado na Espada da Proteção, símbolo da vontade, aflorar com toda sua essência. O cúmulo das emoções individuais e coletivas daquela sociedade, foi muito bem demonstrado na Utopia gerada pela explosão do portal interdimensional do paspalhão Hordak, construído por Entrapta, uma das melhores personagens, e que aprendeu a usar os conhecimentos científicos para o bem, enquanto a regenerada Sombria, usou sua poderosa magia a fim de salvar os rebeldes da destruição, caindo a máscara do sacrifício. Até Felina revelou a outra face de Eva, em tempo. Nesta quinta temporada, concluída em 52 episódios, ao todo, o materialista Líder da Horda, representante do socialismo nazifascista, totalitário, através do implante de chips doutrinadores de controle mental, embutidos no cérebro dos habitantes de cada planeta a ser conquistado, impõe igualdade absoluta, ao invés de liberdade individual e pluralidade de ideias, pensamentos e atitudes. A cena da derrota do único real vilão revolucionário da série infantojuvenil, dirigida ao público feminino, homenageia a franquia Star Wars. 

She-Ra e as Princesas do Poder. Direção: Noelle Stevenson, Animação (She-Ra and the Princesses of Power, EUA, desde 2018 – 5 temporadas, 24 min). Livre. Nota: 3,5 

Nota - 3,5

SHE-RA ACABOU E FOI LINDO (She-Ra e as Princesas do Poder, 5a temporada)

A LINHA DO TEMPO COMPLETA DE ETÉRIA (COM SPOILERS) | SHE-RA

 

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