Crítica – The Boys

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Liga da Justiça às avessas

   Direto dos quadrinhos, a nova série homônima da Amazon Prime veio para chocar o público acima de 18 anos mostrando uma versão adulta dos super-heróis nunca antes vista na telinha, mistura de humanos imperfeitos tentando fazer o que é certo em Watchmen com a sincera maldade dos super-vilões do Sindicato do Crime. Pior que o Sindicato do Crime, que pelo menos assume seu caráter vilanesco, a equipe destes sete super-heróis artificiais de retóricas eloquentes apresentados visam apenas locupletar-se em uma nojenta campanha de marketing proselitista manipulando as massas pela TV ou em palestras a milhares de fanáticos evangélicos. Na trama é fundada uma modesta e vigorosa resistência após meio século de atrocidades chamada The Boys, que balançou alguns membros e ex-membros da super-equipe cansados de tanta crueldade para sustentar a farsa a qualquer custo. Os mais poderosos de coração enrijecido corrompidos pelo poder no fundo são os mais carentes; na verdade, zombeteiras crianças espirituais por dentro contaminadas pela cupidez. A melhor forma de derrotar essa política do mal comandada pela empresa Vought é usando mesma fórmula contra eles expondo sua verdadeira face, ridicularizando-os diante do público. Foi assim que Batman derrotou o chefe dos mutantes jogando literalmente seu orgulho na lama na HQ Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.

 Nota: 4,5.

Nota - 4,5

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