Crítica Segunda Temporada – Dark (2019)

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Aspectos filosóficos da segunda temporada de Dark

   Na pacata cidadezinha de Winden, Alemanha, a explosão em uma usina nuclear em 1986 (mesmo ano de Chernobyl) abriu uma fenda temporal à três épocas distintas entre 33 anos (1953, 1986, 2019) sincronizadas ao ciclo lunar e o ciclo solar. Ocorre que em 2019, após o garotinho Mikkel Nielsen ser transportado misteriosamente até 1986, Jonas Kahnwald, o namorado, sobrinho e a contraparte de sua irmã Marthaaaa!” Nielsen, resolve resgatá-lo tornando-se o primeiro viajante do tempo. Por conseguinte Mikkel Nielsen virou Michael Kahnwald (o pai de Jonas) décadas depois, suicidando-se horas antes do próprio desaparecimento. Aí está formado o Paradoxo de Bootstrap, parecido com o notório Paradoxo do Avô. Ocorre que outras pessoas curiosas resolveram viajar pelo tal buraco negro no interior da caverna mística da triqueta céltica criando outras infinitas situações fascinantes. Nesse sentido o “chaveiro” cientista H.G.Tannhaus inventa uma Máquina do Tempo em 1953, inspirada na obra homônima do ídolo H. G. Wells, o que possibilitou viajar a outras épocas onde a fenda ainda não tinha sido aberta através da partícula divina de Higgs (Matéria Escura). Aqui, o tempo é circular, simultâneo, eterno, ao contrário linearidade temporal em De Volta Para o Futuro. A complexa série filosófica da Netflix, Dark, dividida em três temporadas, representa nosso cérebro trino conforme a evolução humana correlata à reencarnatória, resumida na expressão do enigmático velho Adão da série: “A perda da ingenuidade, (irracionalidade), a perda da inocência (maturidade) e a perda da própria vida” (a vida física a fim de chegar a angelitude). O consequencialista é comparsa do anjo Miguel, membro da Revolução de Lúcifer. Malditos filhos de Cronos em oposição ao eterno determinismo do Deus único imaterial. Analogia semelhante à ascensão e queda do alter-ego intencionalista, o jovem Jonas na série, afinal “O bem e o mal são uma questão de perspectiva.” (Michael Kahnwald). Segundo a parábola, o Jonas bíblico desobedece Jeová sendo punido por três dias e três noites dentro da baleia. Isso até o hebreu libertar-se chegando ao Nirvana. Daí veio a expressão: Complexo de Jonas. A exemplo do novo Adão (Jesus Cristo) e Pinóquio, que ressurgiram ao terceiro dia (da escuridão para a luz). Nessa perspectiva observamos as costas do ungido protagonista Jonas (barbudo) onde aparece desenhada a Tábua de Esmeralda (azul- céu) e (amarelo-terra), o que resultara no verde. Reza a lenda que o objetivo dos alquimistas medievais era encontrar o elemento harmônico perfeito, o Elixir da Juventude, a Pedra Filosofal que influenciaria a todos aqueles que a tocam, similar ao toque do rei Midas, transmutando do chumbo ao ouro – outra referência à plenitude do Cristo. O Mercúrio Cabalístico, autor das sete leis que regem o universo contidas na tábua, denomina-se Hermes Trismegisto, pontífice entre céu e terra. No Egito ele era chamado de Thoth, cuja cabeça eleva aos céus enquanto os pés fixam-se na terra empunhando seu bastão símbolo físico-psíquico-espiritual. Afinal, tudo está conectado neste ciclo sem fim. Nota: 5,0.

Nota - 05

 

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