Crítica – Vingadores – Ultimato (2019)

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Especial Vingadores – Ultimato: o maior filme de super-heróis de todos os tempos (sem spoilers)  

  Metade das almas viventes do planeta Terra e de todo Universo foram aniquiladas, deixando famílias tradicionais desestruturadas sem pai ou mãe e empresas e ecossistemas desequilibrados. Cinco anos depois, a população de Manhattan, sobretudo, continua vivendo nesse cenário caótico (quase apocalíptico) onde a solidão ainda vigora como o principal vilão da humanidade, unindo deuses e mortais em uma mesma mesa de bar. Um dos corações amargurados mais afetados foi o de Clint Barton, o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), transformado em um impiedoso Ronin após a perda instantânea de todos os seus entes queridos, enquanto os outros Vingadores originais vivem a monótona rotina de tentar colocar o planeta em ordem. Ao contrário da frenética batalha anterior em “Vingadores: Guerra Infinita”, aqui os super-heróis se comportam como cidadãos comuns de novela da Globo, dialogando em ritmo lento futilidades da vida alheia e afazeres do dia a dia. Sem dar spoilers, após recuperarem as Joias do Infinito e tudo voltar ao status quo, inicia-se no terceiro ato a batalha final mais épica que o cinema já viu com todos os personagens do universo expandido, agora de igual para igual. Um filme de coração e alma feito com muito esmero pelos irmãos Joe e Anthony Russo, pastores que conhecem seu próprio rebanho pelo nome. Uma grande homenagem milimetricamente pensada a cada filme feito nesses últimos 10 anos. Carinho e sensibilidade que irá fazer você chorar do começo ao fim, de alegria e de tristeza. Thanos (Josh Brolin) foi um vilão honrado que seguiu seu código moral à risca. Como disse sua filha Nebula (Karen Gillan), ele pode ser tudo, menos mentiroso (trapaceiro falso, sofista, imoral, porém nunca amoral). Diz o ditado: a cada escolha, uma renúncia dolorosa, até no reino da fantasia, porque a vida deve seguir seu rumo para que uma nova página da história possa ser escrita, principalmente após o fim desse sonhado clássico de cinéfilos e leitores assíduos de quadrinhos que mal estreou. Novos heróis substituirão os antigos, marcados para sempre em nosso coração, e outros darão lugar aos “X-Men”, em breve. Afinal, o show deve continuar…

Vingadores – Ultimato. Direção: Anthony e Joe Russo. Ação.(Avengers: Endgame, EUA, 2019, 181min). 12 anos.Nota: 5,0.

Nota - 05

 

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