Análise – As Aventuras de Robin Hood de Alexandre Dumas

Robin hood de Alexandre Dumas

A melhor adaptação literária do personagem

  Especialista em contos medievais como Os Três Mosqueteiros e O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas retrata de forma magnífica a vida do justiceiro encapuzado que inspirou Batman desde o seu nascimento até a morte. Obra  publicada em 1872 e 1873 em dois volumes: As Aventuras de Robin Hood e O Proscrito. O autor ignora praticamente o reinado de Ricardo Coração de Leão e João sem Terra recorrente no cinema e na literatura ,mas enfatiza o principal vilão:o lorde e barão xerife de Nottingham, Fitz-Alwine que ocupava o cargo máximo daquele condado.  

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Jornada  essencial e mais completa do herói

   No ano de 1162, durante o reinado do pai de Ricardo Coração de Leão Henrique II, (1133 a 1189, neto de Guilherme o conquistador que subiu ao trono inglês em 1154 dando início a dinastia plantageneta), dois viajantes próximos a floresta de Sherwood, no condado de Nottingham deixam um recém nascido sob os cuidados do guarda-florestal Gilbert Head e sua bondosa esposa Marguerite. Sem saber as origens verdadeiras, ele passa a viver com seus pais adotivos com o nome de Robin Hood. Aos 16 anos o já habilidoso arqueiro era o líder que controlava o trânsito na floresta dos homens alegres auxiliado pelo braço direito João Pequeno.É lá que inicia sua jornada heroica após encontrar-se com o viajante cavaleiro Allan Clare, irmão da futura esposa e amor da sua vida Marian Clare. O nobre estava apaixonado por Christabel, filha de Fitz-Alwine. Ao tentar resgatá-la no castelo do barão o adolescente  enamora-se pela primeira vez pela bela serviçal Maude, futura mulher do grande amigo Wil Escarlate.Charme e beleza mitológica que também encantou o famoso frei Tuck

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Um ladrão Justo

  O Príncipe dos Ladrões como ficou conhecido, na verdade retirava do Estado Absolutista opressor e da Igreja Anglicana secretaria e dogmática os impostos exorbitantes coletados injustamente com a devida intenção de devolvê-los ao povo oprimido. Personagem  essencial que inspirou o filme de 1938 As Aventuras de Robin Hood estrelado por Errol Flynn e posteriormente o desenho da Disney em 1973 .

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  Um jovem que nasceu e cresceu na floresta de Sherwood e logo passou a conhecer e dominar  todos os seus caminhos sinuosos de olhos fechados. Floresta misteriosa gigantesca dos inúmeros contos de fada, na época era um terreno de caça real que ocupava uma área de cerca de 40.500 hectares estendendo-se por quase todo o lado ocidental do Condado de Nottingham e parte do de Derby .Hoje ela não passa de 180 hectares que foram porém declarados de interesse científico em meados do século 20 e reserva natural em 2002.

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  Diferente das outras versões literárias o “Fora da Lei por questões morais”; não foi as Cruzadas a serviço do rei Ricardo dedicando-se inteiramente ao bando. Outro aspecto deturpado da mitologia é o eterno preconceito da maioria dos leitores com a burguesia que acabou com a monarquia absolutista, quando verdadeiro inimigo do povo sempre foi o Estado. É uma grave incoerência rotular Robin Hood apenas por roubar dos ricos para dar aos pobres.

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  No desenho da Disney fica claro e evidente que ele e seu bando roubaram o dinheiro da coleta de impostos exorbitantes e mal intencionados dos viajantes que passaram por lá para devolver ao contribuinte o que era seu de direito.Usurpadores retratados no cinema, principalmente  faziam parte tanto monarquia absolutista gananciosa e opressora quanto da igreja totalitária que convenceu o rei e o xerife de Nottingham a triplicar o valor dos impostos para pagar as despesas das Cruzadas. Uma guerra materialista que só trouxe sofrimento a população necessitada que acabou perdendo tudo para o Estado tendo sem outra opção indo morar na floresta de Sherwood, o Principado de Mônaco dos pobres.  

 

Outro termo mal interpretado é “roubar”.Segundo a obra de Alexandre Dumas Robin Hood “convidava” os viajantes que passaram pela floresta para um farto almoço retirando a quantia proporcional a sua condição financeira. Foi assim que ele conheceu Marian no filme de 1938.Dependendo do caso, ele não retirava nada.Se fosse um coletor de impostos, no entanto, como já foi dito ele retirava tudo, principalmente se o soldado a serviço do rei ou da igreja estivesse mentindo, ao esconder por exemplo o dinheiro dentro da roupa. Nota :4,5

Nota - 4,5

 

Maiores informações neste vídeo do canal  Nerdologia 

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