Crítica – Liga da Justiça (2017)

JUSTICE-LEAGUE

Vida longa à Liga da Justiça

  Atendendo a milhões de pedidos dos fãs, a Warner Bros/DC conseguiu refazer em cima da hora 15% de um projeto mesquinho fadado ao desastre. O tom sombrio e nebuloso em cores opacas do antecessor Zack Snyder, que deprimia a maioria dos espectadores, foi substituído por cores vivas e nítidas, característica dos quadrinhos, graças ao novo diretor Joss Whedon. A trama finalmente contém uma narrativa coesa e diálogos alegres, com piadas inteligentes e pontuais, apesar dos efeitos especiais toscos e algumas sequências de ação apressadas e confusas. A desentrosada mas interativa superequipe formada por um Batman (Ben Affleck) menos sisudo e depressivo, pela encantadora Mulher Maravilha (Gal Gadot), que dispensa comentários, pelo piadista principiante Flash (Ezra Miller), o complexado Cyborg (Ray Fisher) e o praieiro carrancudo Aquaman (Jason Momoa), afastado de sua terra natal, a submersa Atlântida, é fiel à HQ dos Novos 52. Superman (Henry Cavill), envolto no manto azul-claro, ressurge inspirado em Christopher Reeve e aos acordes da trilha sonora original de John Williams, como o confiante defensor da humanidade que tanto pedíamos encarecidamente. Esperemos que aquele Homem de Aço medroso, inseguro e temido pelo povo continue embaixo da terra. A Liga da Justiça da TV e dos quadrinhos que sonhávamos desde crianças está cada vez mais próxima, abrindo um leque de infinitas oportunidades para novos e surpreendentes longas-metragens. Vida longa ao revolucionário universo da DC Comics.

Liga da Justiça (Justice League,Estados Unidos, 2017, de Zack Snyder, Ação, 121 min., 12 anos).Nota: 4,0.

Nota - 04

 

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