Crítica – O Estranho que Nós Amamos (2017)

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Santas pecadoras

  Corajosa e polêmica, a competente diretora Sofia Coppola contraria as feministas radicais nesse remake, ao inverter a perspectiva do longa original de 1971, que tinha como protagonista um combatente ferido na Guerra Civil Americana, um galanteador cafajeste (papel perfeito para Clint Eastwood na época). No momento em que é acolhido, ele flerta com as alunas feinhas, a diretora e tenta estuprar a escrava que trabalha para elas em uma escola de francês, no estado da Virginia. Nesta nova versão os papéis se invertem: a guerra está definida e os escravos do sul livres, isolando-as do mundo, envoltas em um denso nevoeiro, como no filme Os Outros. As belíssimas integrantes do colégio (Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning, Oona Laurence e Angourie Rice) não passam de santas hipócritas que oram de dia e pecam à noite, enquanto o soldado John McBurney (Colin Farrell) é apenas um convalescente solícito por gratidão e iludido pelo canto daquelas sereias, prestes a ser levado ao fundo do mar. Nota :4,0. 

Nota - 04

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