Crítica – Dunkirk (2017)

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Lutar até o fim. Render-se , jamais

   Operação Dínamo foi a evacuação da praia francesa de Dunkirk por 50 quilômetros até o Canal da Mancha de aproximadamente 400 mil soldados aliados entre 25 de maio e 4 de junho de 1940, quando eles estavam completamente cercados pelas tropas nazistas. Esse “milagre” inspirou o épico discurso de Winston Churchill – ouvido na introdução da música Aces High, da banda Iron Maiden – que mudaria os rumos da Segunda Guerra Mundial. A exemplo de Tarantino, em Pulp Fiction, e Alejandro González Iñárritu, em sua Trilogia da Morte (Amores Brutos, 21 Gramas, Babel), Christopher Nolan se revelou em um filme de roteiro não linear (Amnésia). O diretor inglês elaborou o roteiro deste longa em três perspectivas (terra, mar e ar), com poucas horas de diferença, mas que acabam interligando-se no final. O objetivo da trama, de pouco diálogo e nenhum sangue, é criar uma atmosfera de suspense angustiante até o fim, a partir da trilha sonora intermitente do memorável Hans Zimmer. A bela fotografia emociona, enquanto a pontual direção de som faz tremer a sala IMAX. Um dos melhores filmes do ano, sucesso de crítica e público lá fora, incluindo o competente elenco escolhido a dedo.Nota 5,0.

 

Nota - 05

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