Crítica – A Vida após a Vida (2016)

189728.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx

Ingênuos e espiritualizados

 Assim como no filme A Ilha do Milharal, sobre uma ex-república soviética falida, acompanhamos moradores de um pequeno vilarejo chinês às vésperas da desapropriação, sobrevivendo apenas de trabalhos braçais. Eles utilizam o calendário lunar, naturalmente perfeito, mas inconstante como as mulheres. Ingênuos, mas extremamente espiritualizados, acreditam na impossível metempsicose pitagórica, segundo a qual espíritos hominais retroagem em sua jornada evolutiva, encarnando em mamíferos e pássaros e “vomitando”, assim, o fruto proibido responsável por nosso livre arbítrio. Na trama, Lei-lei (Zhang Li) tem o corpo temporariamente invadido pelo espírito da mãe para realocar a árvore que plantou em seu quintal – lembrando a mítica Árvore da Vida –, missão que se transforma numa jornada familiar cheia de momentos improváveis .A Vida após a Vida.(Zhi fan ye mao, China, 2016), de Zhang Hanyi.Drama.80 min. 10 anos. Nota :3,0.

 Nota - 03

Anúncios