Crítica – Além da Ilusão (2016)

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Dai de graça o que de graça recebeste

     Este longa é um retrato do estagnado ceticismo europeu que vigorava na década de 1930, no período pré-Segunda Guerra, e se estende até hoje. Por isso o Brasil foi escolhido pelos bons espíritos que administram o planeta para ser a Pátria do Evangelho. A diretora Rebecca Zlotowski inspirou-se nas descobertas das irmãs Fox, contemporâneas do codificador do espiritismo Allan Kardec, que não é mencionado, apesar do filme se passar na França e ser falado em francês. Na trama, baseada em fatos, o produtor de cinema André Korben (Emmanuel Salinger) contrata duas médiuns após uma turnê mundial para um projeto ambicioso entre o mundo físico e o mundo espiritual. Laura (Natalie Portman) e Kate (Lily-Rose Depp, filha de Johnny Depp) usam o dom divino para se promover e ganhar dinheiro em festas e shows regados a muita bebida. Ocorre que esses temas não são bem desenvolvidos e, ao final, os acionistas dos eventos chegam à conclusão de que tudo não passou de uma ilusão coletiva, a exemplo do desfecho do filme Personal Shopper – ao contrário das reuniões mediúnicas sérias no Brasil, que proíbem o fumo e a bebida para não perder o foco e manter a paz e a tranquilidade durante as comunicações com o além. Afinal, o silêncio já é uma prece.Além da Ilusão. jPlanetarium , França,Bélgica,2016),de Rebecca Zlotowski. Drama. 105 min. Nota :2,5.

 

Nota - 2,5

 

 

 

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