Eu, Daniel Blake, de Ken Loach

Palavras de Cinema

De rosto liso e roupas simples, Daniel Blake não deixa ver quase nada. É como outras personagens de Ken Loach, em intermináveis caminhadas, em disputas contra instituições gigantes, ainda dispostas a algum gesto de afeto e alguma brincadeira pelo caminho. São poucos os seres que expressam tanto com tão pouco.

Daniel sofreu um infarto e, segundo os médicos, não pode retornar tão cedo ao trabalho. O Estado tem outra versão: Daniel está apto a trabalhar, pelo menos segundo uma tabela que dá pontuação aos desvalidos. Daniel deveria atingir 15 pontos ou mais. Atingiu 12. Esse resultado leva então à caminhada de um homem em busca de seus direitos, alguém doente o suficiente para receber o seguro saúde – menos aos olhos do Estado, esse Grande Irmão implacável.

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O protagonista de Eu, Daniel Blake foi gestado há décadas. Está no início da carreira de…

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