Crítica – Amnésia (2000)

 

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       Baseado no conto “Memento Mori”, do irmão de Christopher Nolan, Jonathan Nolan.Amnésia conta o drama de um ex-investigador de seguros á procura do assassino de sua mulher. A trama é bem simples e de baixo orçamento e as filmagens demoraram apenas 25 dias.Descrito dessa forma, presume-se uma produção tosca com final igualmente pífio. Ocorre que a grandeza do filme não está no enredo em si, mas em seu roteiro de traz pra frente.

            Tudo começa quando Leonard (Guy Pearce) ao presenciar o estupro da mulher no banheiro, mata o delinqüente durante o ato sexual, mas é atingido na cabeça por uma segunda pessoa desconhecida. Ocorre que a polícia ignorou essa hipótese e praticamente encerrou o caso. Esse trauma é conhecido pelos médicos como Amnésia anterógrada.

  Debilitado e sozinho, o único meio encontrado por ele para progredir nas investigações foi tatuar o próprio corpo com informações fundamentais e anotar e fotografar tudo.  Sua primeira pista foi o nome do agressor: John G.A partir daí John Edward Gammell(Joe Pantoliano), sabendo da doença do ex-investigador, brilhantemente, em vez de afrontar-lo corpo a corpo, finge ser policial oferecendo-se para solucionar o caso. Sob o nome falso de Ted, o bandido, direciona-o sempre á pistas falsas. Numa delas, induz Lenny a matar o gaiato James F. Grantz(J.G) , namorado da garçonete Natalie(Carrie-Anne Moss).No entanto, a linda jovem ao perceber a estranha deficiência intelectual do réu , decide ajudá-lo.

   Para complicar ainda mais o roteiro, paralelamente á trama principal, em preto e branco, Lenny lembra-se de doença semelhante, vivida por um antigo cliente chamado Sammy, o qual deixou a mulher em coma por aplicar insulina nela diversas vezes seguida. O fato recordado ajudou-o a entender-la melhor.

  As cenas alteram-se a cada 10 minutos aproximadamente quando a vida de Leonard Shelby parece começar do zero. Suas únicas recordações são as dos fatos anteriores a morte da esposa. De forma invertida, o telespectador é transportado para mente do personagem sentindo na pele as mesmas dificuldades.  Cientistas consideram o filme a mais realista e fiel representação desta especifica enfermidade. O suspense não está no fato de descobrirmos o que acontece no final (começo),mas como acontece o fabuloso desfecho. São essas peculiaridades inerentes ao diretor Christopher Nolan que o transformaram em uma das maiores revelações deste século.Estreou no Brasil em 31 Agosto de 2001. 

 

 

 

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