Crítica – A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL (2017)

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Quando a ciência conseguir meios que facultem a reencarnação o Espírito se fará presente (Divaldo Franco).

Esperamos sinceramente que a futura franquia, deriva-da de um vasto universo expandido originário da homônima HQ cyberpunk de Masamune Shirow – a mesma que inspirou Matrix e a excelente animação Ghost in the Shell de 1995 –, caia nas graças do público para que a bela e competente exterminadora de hackers e criminosos comuns Motoko Kusanagi (Scarlett Johansson), ao lado da turma de policiais da Sessão 9, prospere nas telonas por muitas e muitas décadas. Admirável mundo novo, onde 73% da população é composta de androides com alma “embutida” (Ghost in the Shell) e o restante, de humanos comuns, robôs e inteligências artificiais em constante guerra cibernética, o que se tornou realidade no mundo atual. A história é permeada por conceitos éticos, científicos e espiritualistas que contestam a individualidade, a personalidade e o caráter da alma imortal, quando transmutada para dentro dessas “conchas vazias”. Ocorre que todas essas questões fundamentais passam despercebidas, ofuscadas pelo visual fantástico, a narrativa fútil e a ação fiel e desenfreada que muito irá agradar aos fãs. Problemas socioeconômicos e populacionais também inexistem na megalópole japonesa de 2029, contaminada pela cultura mercantilista hollywoodiana, a exemplo da deturpação cultural que ocorreu no filme A Grande Muralha.A Vigilante Do Amanhã: Ghost In The Shell (Ghost in the Shell, EUA, 2017), de Rupert Sanders. Ficção Científica.107 min. Nota :3,0.

Nota - 03

 

 

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