Crítica – T2 Trainspotting (2017)

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A vida recomeça a partir dos 40

    O clássico psicodélico de 1996, composto pela ainda desconhecida música eletrônica (a exemplo de Corra, Lola, Corra), marcou a geração da década perdida. Esta
divertida sequência estabelece o reencontro dos 4 amigos viciados em heroína 20 anos depois. A separação ocorre porque Renton (Ewan McGregor) fugiu com a grana roubada que pertencia ao grupo, acabando preso. Renton foi o único que se safou, trocando o vício em drogas por atividade física diária. Agora Spud (Ewen Bremner), ainda dependente de heroína, Sick Boy (Jonny Lee Miller), querendo vingança, e Begbie (Robert Carlyle) partem para o acerto de contas com o “amigo” traidor. Geralmente militares, marinheiros, drogados e criminosos não têm perspectiva de futuro por conta do risco de morte que correm. O novo longa de Danny Boyle é mais lento e muito menos ambicioso do que a primeira parte da saga, sem a mesma estética multicolorida e o ritmo frenético daquela juventude transviada, insinuando que na meia idade nos tornamos mais mansos e responsáveis. A trilha sonora, que mistura rock e dance music, é como as últimas décadas, sem tendência musical definida. Além do competente elenco principal, vários personagens reaparecem, fortalecendo o relacionamento entre eles. Por isso, é fundamental rever Trainspotting – Sem Limites para que a continuação faça sentido. T2 Trainspotting, Reino Unido, 2017), de Danny Boyle (127 Horas).Drama. 117 min.16 anos. Nota :3,0.

 Nota - 03

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