Crítica – Fragmentado (2017)

split-movie-james-mcavoy-ending

O Sexto Sentido  Fragmentado

    Ousado, aclamado e controverso, M. Night Shyamalan, indiscutivelmente um dos melhores diretores do século 21, esteve em São Paulo para uma descontraída coletiva de imprensa na segunda feira (21) – da qual a Gazeta de Pinheiros participou –, em que divulgou seu mais novo sucesso de público e crítica que complementa as duas obras-primas O Sexto Sentido e Corpo Fechado, que têm
por semelhança a mediunidade ostensiva dos protagonistas. Kevin (James McAvoy – merece um Oscar) é inspirado no estuprador de três universitárias (Anya Taylor-Joy, Haley Lu Richardson, Jessica Sula) Billy Milligan, que sofria de Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI) ou Síndrome de Personalidade Múltipla
(SPM). Eram 24 parasitas espirituais (14 conhecidos) entre crianças, mulheres, homens de cultura, desequilíbrio, credos e raças diferentes disputando o mesmo corpo de acordo com a condição moral de cada um; todos controlados pela personalidade secundária dominante do severo, culto e inteligente Arthur. Por exemplo, em uma ação criminosa, emergia a personalidade de Ragen; para estupros, a lésbica Adalana. No intervalo entre uma possessão e outra, o hospedeiro tinha a sensação de amnésia. Os notórios casos de Billy, Sybil, Hawksworth e o fictício gigante esmeralda Hulk (inspirado em Dr. Jekyll e Sr. Hyde) ocorreram em virtude de um trauma de infância provocado pelo abuso sexual constante do padrasto. Na opinião do escritor espírita Hermínio Miranda, na obra Condomínio Espiritual, “a SPM não seria psicose nem neurose, mas faculdade mediúnica em exercício descontrolado”, diferentemente da esquizofrenia, em que a personalidade primária se mantém íntegra.Fragmentado (Split, EUA, 2016), de M. Night Shyamalan.Terror.117 min.14 anos.
 Nota :4,5. 

Nota - 4,5

.

Anúncios