Crítica – A Bela e a Fera (2017)

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Como é bom voltar a ser criança

Depois de Cinderela e Mogli – O Menino Lobo, a Disney cumpre com louvor a impossível missão de adaptar de forma quase idêntica uma das melhores animações de todos os tempos. O elenco afinadíssimo captou o espírito das personagens e, depois de muitas aulas de canto, soltou o vozeirão como se estivesse no palco da Broadway. A magnífica trilha sonora conta com três novas canções que exploram a solidão expressa na face orgulhosa da Fera (Dan Stevens), que se modificou do instinto selvagem para o pensamento racional contínuo ao aprender a amar. O longa aprofunda a relação informal entre os servos da corte (Audra McDonald, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Ian McKellen, Emma Thompson e Gugu Mbatha-Raw) transformados pela feiticeira que encantou o castelo – um bondoso anjo que zela por nobres e vilões. Os vilões eram originalmente os servos (moradores de vilas) mais próximos do senhor feudal, que recebiam maiores privilégios pessoais e econômicos e tinham menos deveres. Eles são representados aqui pelos bajuladores ociosos do narcisista-chefe, o capitão Gaston (Luke Evans), acompanhado do engraçadíssimo escudeiro LeFou (Josh Gad), fofoqueiros que criticam até hoje letrados pensadores (Bella – Emma Watson) e cientistas (o pai, Maurice – Kevin Kline) que não dependem do trabalho manual para sobreviver. Bella nos emociona desde a saudação em francês (bonjour) até o grandioso e apoteótico baile. A novidade politicamente correta é o casal sair de seu conto de fadas para se deparar com a real Peste Negra que desolou Paris, em contraste com a Cidade Luz imaginada pela gentil camponesa.A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, EUA, 2017), de Bill Condon (Disney).Musical romântico.(A Saga Crepúsculo: Amanhecer).123 min.10 anos.Nota :4,0. 

Nota - 04

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