Crítica – Silêncio (2016)

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Deus é único e imaterial

   Combater o politeísmo materialista foi a missão atribuída a Moisés (Êxodo 20, 4-5: “Não farás para ti ídolos”), que deveria transmiti-la ao povo de Israel e a toda a humanidade, até hoje idólatra de imagens de santos inspirados nos deuses greco-romanos. Foi pensando nisso que o Concílio de Niceia católico instituiu o dogma sobre Jesus-Deus da Santíssima Trindade, uma adaptação da Trimúrti da antiguidade oriental, que reunia nas doutrinas do bramanismo três deuses: Brahma, Shiva e Vishnu, inexistentes na Bíblia. Antropomorfismo que o Japão budista baniu no século 17, além de tentar converter os cristãos sob pena de morte. Renunciar à fé foi um gesto simples e caridoso
que a fé cega do padre jesuíta português Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) ofuscou, o que teria evitado dezenas de mortes enquanto ele tentava resgatar seu mentor, padre Ferreira (Liam Neeson). Indicado ao Oscar de Melhor Fotografia.Silêncio (Silence, EUA, 2016), de Martin Scorsese (O Lobo De Wall Street) .Drama.161 min. Nota :4,0.

 Nota - 04

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