Crítica – Naufrago (2001)

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Wilsooooooooonnnnnn !

“O que nos faz felizes? Qual é o objetivo final de nossas vidas? Dinheiro? Realização profissional? Amor? Seguimos vivendo de maneira tão automática (e automatizada) que nem prestamos atenção ao que está acontecendo ao nosso redor? Nós vivemos e morremos segundo o relógio”, afirma o protagonista de Náufrago em certo momento(Pablo Villaça – Cinema em Cena)

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O filme divide- se em três partes. Na primeira Chuck Noland (Tom Hanks) leva uma vida frenética  como gerente da FedEx,( empresa nacional de correios dos EUA). Grande parte da vida foi escravo do tempo perdendo as melhores oportunidades para ser feliz; tinha milhões de contatos á sua volta, sem nenhum amigo.  Podia ser metódico e organizado para coordenar tantas pessoas, mas não teve sensatez para arrumar tempo de estar ao lado da pessoa que mais amava: sua noiva (Helen Hunt). Quando percebeu já era tarde de mais. No fundo estava perdido sem saber.

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Na ilha, á deriva, Chuck  tinha todo o tempo do mundo para refletir sobre os valores do tempo.Sua primeira tarefa foi “redescobrir” o fogo. Alimentava-se de água de coco e tentava aprender a pesca primitiva. Não é a toa que o sobrenome Noland  em inglês  significa: sem-terra, sem nenhum país .Para passar o tempo ocioso que passava cada vez mais lentamente ele monologava com seu companheiro Wilson. Esta grande interpretação leva-nos a crer que a bola de vôlei foi o único e verdadeiro amigo em toda sua vida, mesmo que seja fruto da sua imaginação.Este, sem duvida foi o melhor momento do filme ,o que levou Hanks a indicação ao Oscar de melhor ator daquele ano.E lá permaneceu por 4 anos emagrecendo aproximadamente 25 kg .Perto do fim da jornada, estava de barba e cabelos compridos aparentando um nativo das cavernas, semelhante ao Robson Crusoé.

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Em seu retorno á civilização, foi feita uma grande comemoração pelos antigos companheiros de trabalho. Todavia, nem com o passar do tempo Noland conseguiu adaptar-se a antiga vida frenética. Estava infeliz na Selva de Pedra porque preferia de certa forma, o habitat primitivo da ilha. Sua noiva casou-se novamente e teve um filho. No fim das contas ,ele continuava sem rumo na vida, por isso o filme termina numa encruzilhada.

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