Crítica – Shrek (2001)

 19971765-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx

Depois de Shrek, a Disney nunca mais foi a mesma.

Com quase um século de reinado da Disney, Spielberg teve a brilhante ideia de usar os próprios protagonistas da rival para derrotá-la. Afinal, Ridendo Castigat Mores(a rir criticam-se os costumes – frase usada na peça O Auto da Barca do Inferno escrita em 1517 pelo dramaturgo português Gil  Vicente).  Essa foi a fórmula encontrada para o sucesso deste longa-metragem produzido pelos estúdios do aclamado diretor que por ironia do destino ganhou o primeiro Oscar daquele ano quando a nova categoria foi introduzida pela academia. Desde Branca de Neve, na década de 30, não havia concorrentes no mercado muito menos premiações especificas a serem disputadas.O nocaute fulminante forçou a empresa do  pai do Mickey comprar anos mais tarde, os Estúdios de Animação da Pixar, outra poderosa concorrente que ganhava  espaço no mercado .

O fato desses clássicos contos de fadas caírem em domínio público e a tecnologia moderna foi decisiva para DreamWorks  poder escachá-los como bem entender .Exemplo disso é a riqueza de detalhes encontrada na expressão facial das personagens. É notório a incrível semelhança entre a Princesa Fiona e sua bela dubladora original, a atriz Cameron Diaz, inovação que entrou para a história da animação.

       Outro aspecto importante é o fato de que até o final da década de 60 os heróis infanto-juvenis eram moralmente perfeitos, semelhante aos  contos de fadas antigos sempre com um final feliz. Embora encantados até hoje, são muito mais realistas, como o desenho de A Princesa e o Sapo.(A  Princesa Tiana foi a primeira negra, ex-moradora de um bairro pobre de Nova Orleans,berço do Jazz, a ocupar um cargo real na historia da animação

Shrek(Mike Myers no original) e Bussunda – Português Brasil) é o anti-herói que veio encaixar-se perfeitamente á essa moderna juventude . Um ogro feio e egoísta que vive sozinho no tranqüilo e fedido pântano.Isso até ser invadido pelos colegas de fauna expulsos de seus lares pelo tirano Lorde Farquaad. Para ter de volta a sagrada paz e tranqüilidade, ele terá que resgatar de um castelo sombrio, a bela princesa para casar-se com o déspota. Só que o castelo é guardado por um terrível dragão. Contudo, esta jornada ainda contará com a ajuda de seu inseparável burrinho incorporado por Eddie Murphy e Mário Jorge Andrade(em português) . A inesquecível  atuação  nos faz  recordar  décadas depois , o cômico  tira da pesada dos nossos tempos de infância.São essas e outras, além da inconfundível interpretação na voz, do eterno Bussunda, fazem deste conto de fadas, ás avessas um dos mais engraçados últimos tempos.

          

Anúncios