Crítica – Logan (2017)

goods_012543_196337

O Wolverine que todos queríamos

Depois do efeito Deadpool de certa forma contagiar Rogue One, o diretor James Mangold conseguiu captar a essência selvagem do personagem movido pelo instinto do lobo, produzindo cenas viscerais e ultraviolentas nunca antes vistas em um blockbuster de super-herói. Diferentemente do mutante vigoroso que estreou nas telonas há 17 anos, vemos aqui um Logan extremamente frágil e cansado, que sobrevive sem vontade de viver como chofer de limusine. Ele cuida do convalescente Professor Xavier (Patrick Stewart), que sofre do Mal de Alzheimer e se tornou um perigo para a humanidade aos 90 anos. Ambientado em 2029, o filme lembra um saudoso faroeste ao estilo Mad Max, inspirado na distópica HQ Velho Logan, onde quase todos os mutantes permanecem extintos. O ato final do mártir será conduzir uma garotinha hispânica de 11 anos gerada em laboratório até El Paso, Texas, na fronteira dos Estados Unidos com o México, para reencontrar os remanescentes Filhos da Esperança mutantes. Os três personagens atuam com perfeição, sobretudo a X-23, interpretada pela agradável revelação Dafne Keen – idêntica aos quadrinhos e à animação –, uma cobaia que aprendeu a ter sentimentos e a reconhecer o valor da família. Afinal, os Brutos Também Amam.Wolverine, que revolucionou o mundo do cinema no século passado, se “despede” com chave de ouro e de forma digna, mas duvido que essa seja a última interpretação do ator. Por isso, até breve, Hugh Jackman. Logan (EUA, 2017, de James Mangold (Wolverine: Imortal), Ação dramática, 137 min., 16 anos) Nota: 4,0. 

Nota - 04

 

Anúncios