Crítica – Um Limite Entre Nós (2016)

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Atuações que valeram  Oscar

  Corajosa adaptação da peça de teatro homônima que estreou na Broadway em 1987, quase toda ambientada no fundo do quintal de uma típica e modesta casa de família dos anos 50. A exemplo de Dogville e do seriado Chaves, o longa é pura expressão corporal, exigindo muito dos atores. Denzel Washington dirige com competência e ainda realiza uma das melhores performances de sua aclamada carreira de ator. Ele interpreta um lixeiro frustrado por não ter sido jogador de beisebol em razão da cor de sua pele, descontando toda a raiva no filho mais novo, Cory (Jovan Adepo), simpatizante do futebol americano. Autoritário, grosseiro e infiel, Troy é um homem de boa índole, mas sem cultura suficiente para expressar suas emoções com dignidade. A vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante do último domingo (26), Viola Davis, encarnou no mesmo ano o “demônio” Amanda Wal-ler, de Esquadrão Suicida, ganhador do Oscar de Melhor Maquiagem. Agora, dá vida a esse “anjo” de pele surrada e ex-pressão sofrida, uma mulher cansada por suportar calada o marido bêbado falando ladainha o tempo todo. Na casa, eles ignoram livros, rádio e TV, o maior inimigo da ignorância.Um Limite Entre Nós (Fences, EUA, 2016), de Denzel Washington.Drama.139 min. 12 anos.Nota : 3,5.

Nota - 3,5

 

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