Crítica – A Grande Muralha (2016)

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Filme Chines ou Americano?

Do mesmo diretor de O Clã Das Adagas Voadoras e Herói, além da abertura das Olimpíadas de Pequim 2008, o longa retrata o início da mitológica civilização chinesa, de metódica disciplina militar, como visto na abertura olímpica (uma descarada propaganda do governo comunista). A primeira metade “chinesa” da trama é um peculiar espetáculo de cores em vermelho (arqueiros), azul (as elásticas soldadas mulheres) e dourado e púrpura (infantaria masculina), cujo objetivo é proteger a milenar
Muralha da China de invasores quase indestrutíveis, que vivem socialmente como abelhas e formigas, consideradas por Aristóteles criaturas políticas, sem distinção entre o bem comum e o bem individual. Por isso quase ganharam a guerra. Para derrotá-los, os chineses contam com a ajuda inusitada de três mercenários ocidentais (Matt Damon, Willem Dafoe e Pedro Pascal), obrigando-os a colaborarem para sobreviver. O filme tinha tudo para ser perfeito, mas o previsível roteiro hollywoodiano ofusca algumas virtudes chinesas. Mesmo assim, não deixa de ser um programa imperdível, com muitas surpresas reservadas.
A Grande Muralha (The Great Wall, EUA, 2016), de Yimou Zhang.Aventura.104 min.12 anos.Nota : 3,5. 

Nota - 3,5

 

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