Crítica – Corra, Lola, Corra (1998)

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O ritmo alucinante da música eletrônica

Corra Lola Corra pode ser considerado um vídeo clipe musical da MTV paralelo ao início da música eletrônica que atualmente enlouquece multidões ao redor do globo superando assim a Dance Music dos anos 80. Para combinar com esse ritmo alucinante das pistas a personagem Lola(Franka Potente) adotou um visual em cores vivas destacando a cor vermelha, por ser a mais chamativa de todas;adotada pelo Mc Donalds , Ferrari e a Coca-Cola criadora do uniforme do Papai Noel.

A trama descreve três realidades distintas[1] definidas por um tropeção.Tal acaso altera tanto o futuro próximo quanto o longínquo da protagonista e das personagens ao seu redor. Em todas as realidades, Lola terá que arrumar 100 mil marcos em exatos 20 minutos para dar ao namorado Manni (Moritz Bleibtreu) entregar á uma quadrilha de contrabandistas.

A esfera é a forma geométrica perfeita símbolo de todo universo.Por isso tantos objetos similares aparecem como: o relógio,o telefone vermelho de disco, a escada em espiral do apartamento, a roleta e as fichas redondas[2].

O genial diretor e roteirista Tom Tykwer põe o tempo- senhor supremo de todas as coisas- como o fator principal do enredo. O tempo é representado por ciclos. O ciclo completo da Lua, por exemplo, dura 28 dias dividido em 4 fases de 7 dias cada uma.Semelhante ao horário estipulado pelo Gângster á Manni (12 horas/4= 3) .

O número místico 7 foi substituído pelo 20 pois cada história conclui-se em 20 minutos, somando a introdução do filme chega-se a 80 minutos e uns quebrados ou 1 h e 20. No cassino isso fica mais evidente quando Lola ao comprar a ficha de 100 marcos lhe falta 20 centavos, o mesmo número glorioso apostado insistentemente na roleta.

[1]  Segundo a site : Saindo da Matrix :“A primeira teoria do universo paralelo, proposta em 1950 pelo físico Norte Americano Hugh Everett, ajuda a explicar os mistérios da mecânica quântica que durante décadas permanecerá uma incógnita. No universo de “inúmeros mundos” de Everett, cada vez que uma possibilidade física é explorada, o universo divide-se. Atribuindo-se um número de possíveis resultados, cada qual é descriminado – no seu próprio universo.” “A equipe de Oxford, liderada pelo Dr. David Deutsch, mostrou matematicamente que a estrutura tipo “arbusto” – criada pelo universo que se divide em paralelas versões de si mesma – pode explicar a natureza de probabilidades dos resultados quânticos”.
[2]Segundo o site: Overmundo são sete os elementos marcantes do filme: a cor vermelha, o número 20, os relógios, a espiral e os gritos e vidros quebrando, pois todo ciclo planetário ou vital é múltiplo de sete.

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