Crítica – Capitão Fantástico (2016)

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Quem quer viver na selva de pedra? 

A família do patriarca Ben (Viggo Mortensen) cujo apelido  foi inspirado no título homônimo do álbum de Elton John, decide morar nas florestas do Pacífico Norte ao estilo do filme Na Natureza Selvagem ,sobretudo após a mãe ser internada definitivamente.Tolstoiano desprendido de valores materiais, Ben cuida dos seis filhos de forma harmônica e tolerante que mesmo sem nunca ter frequentado uma sala de aula adquiriram um vasto conteúdo intelectual ao nível curricular de dar inveja as melhores escolas e universidades do planeta, graças aos seus amplos e profundos ensinamentos diários.Incluindo a filha  de apenas 8 anos que crítica tanto a falta de liberdade do regime chinês quanto o fascismo de Benito Mussolini em uma perfeita definição que encaixa como uma luva á qualquer ditadura comunista ou nazista também.Segundo a garotinha, o fascismo é um governo de “Militantes nacionalistas violentos, apoiados por grandes negócios.São ditadores totalitários de um só partido”.Adeptos ao Budismo debocham dos dogmas e rituais católicos , entretanto possuem  o mesmo defeito dos budistas radicais . Afinal de contas, como dizia John Dewey só se aprende o que se pratica , embora não baste apenas praticar. O problema de se isolar da civilização é  não ter  contato algum com as diferentes culturas e opiniões; um teste fundamental a nossa inteligencia emocional. Como por exemplo no dia em que os “escoteiros”finalmente se encontraram com o rico e intransigente avô (Frank Langella) no funeral da mãe.É aí que os defeitos ocultos vieram à tona, o que quase provocou uma tragedia. No entanto foi a única maneira deles reverem seus conceitos extremistas para a partir dai levar uma vida moderada, e menos perigosa.Capitão Fantástico(Captain fantastic, EUA, 2016), de Matt Ross( O Aviador).Drama.118 min. 14 anos Nota :4,0. 

Nota - 04

 

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