Crítica – Sully – O Herói do Rio Hudson (2016)

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A vida não é um similador de voo

Clint Eastwood, ex-piloto de avião e um dos melhores diretores da atualidade, acostumado a realizar filmes patrióticos, se inspirou no documentário Miracle of the Hudson Plane Crash e no livro homônimo para produzir seu novo e desnecessário trabalho. Por isso, o foco não é a perfeita aterrissagem do experiente piloto Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks) – ao contrário do Boeing da Ethiopian Airlines sequestrado por um grupo de etíopes em 1996, que se espatifou em alto-mar por falta de combustível – tampouco o resgate emocionante de todos os 150 passageiros e cinco tripulantes ilesos (incluindo dois bebês) das águas congeladas do Rio Hudson poucos minutos antes do Airbus A-320 afundar. A trama em flash-backs gira em torno da burocrática investigação, que questiona o motivo de o piloto não ter pousado no aeroporto mais próximo, decisão tomada em pouco mais de 30 segundos, quando o avião planava em baixa altitude, rodeado de prédios, devido à perda das duas turbinas atingidas por pássaros. Com pouco material, Clint consegue tirar leite de pedra e faz um filme competente, deixando o “x” da questão para o fim e entre-tendo o espectador durante quase duas horas .Sully – O Herói do Rio Hudson(Sully, EUA, 2016), de Clint Eastwood .96 min.10 anos. Nota :3,0.

 Nota - 03

 

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