Crítica – Rogue One – Uma História Star Wars (2016)

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A Força, a Fé e a Esperança são as últimas que morrem

George Lucas já pode morrer em paz. Rogue One conseguiu captar a essência da mitologia de Star Wars para o mais exigente fã do universo expandido. O Império (agora sim) é uma fiel adaptação do nazismo futurista intergaláctico, onde até os Stormtroopers – que sempre fizeram papel de palhaços, errando tiros à queima-roupa – metem medo. A Força voltou a ser um conceito espiritualista da fé e da confiança humana, a ponto de a Ela se entregarem de corpo e alma; uma energia fluídica e universal que penetra em todos os seres vivos, em vez dos ridículos Midi-chlorians microscópios. A Disney está de parabéns por ter fugido da desgastada fórmula Marvel. Desde a morte do mestre Walt Disney a companhia não realizava um filme tão sombrio e realista, mesmo sem ter uma gota de sangue. No cenário de pobreza e caos, tecnologicamente avançado (semelhante ao de Blade Runner), o adorado vilão Darth Vader faz uma aparição pontual, significativa e extraordinária. O ambiente também tem cara de Segunda Guerra Mundial, lembrando a sangrenta batalha à beira da praia no clássico O Resgate do Soldado Ryan (tão bela quanto o pôster da colônia Nosso Lar). A trama faz referência direta ao Episódio IV, mostrando a origem do roubo dos planos da Estrela da Morte, projetado
na verdade por um desertor do Império (Mads Mikkelsen). Os planos foram entregues à Princesa Leia por um grupo de rebeldes liderados pela valente filha dele, Jyn Erso (Felicity Jones). O melhor blockbuster do ano, da franquia Star Wars e, de quebra, um dos melhores longas do ano para rir pouco e se emocionar muito. 
Rogue One – Uma História Star Wars (Rogue One: A Star Wars Story, EUA, 2016), de Gareth Edwards(Godzilla).Ficção Científica.133 min.12 anos. Nota :5,0.

Nota - 05

 

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