Crítica – O Filho Eterno (2016)

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Pelo amor ou pela dor

Roberto (Marcos Veras) é um professor e escritor boêmio, amante de futebol, cujo filho nasceu com síndrome de Down durante a derrota do Brasil para a Itália na Copa de 1982, muito mais dolorida do que o 7 a 1 para a Alemanha em 2014, porque aquela seleção possuía um conjunto mais afinado que a imbatível seleção de 1970. inconformado com o nascimento do filho especial, Roberto passa a renegá-lo, tentando de todas as formas encontrar uma suposta cura para recuperar a liberdade que tinha antes. Anos depois, ele é transferido para Florianópolis, onde tem um caso extraconjugal, enquanto a mulher Cláudia (Débora Falabella) se sacrifica com muito amor por Fabrício (Pedro Vinícius), 24 horas por dia, a exemplo do avô relojoeiro, que também compreende o raciocínio peculiar do neto – fora do nosso tempo –que, segundo o dicionário, significa “eterno”, referindo-se ao Deus criador. Recado aos maiores de 40, o tempo aqui foi dividido em Copas do Mundo até o tetracampeonato em 1994. Imperdível.O Filho Eterno (Brasil, 2016), de Paulo Machline.Drama. 82 min. Nota :3,5.

Nota - 3,5