Crítica – Rainha de Katwe (2016)

461377-jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx

Jogar xadrez é alfabetizar-se 

Existem várias histórias de campeões superdotados de xadrez, mas esta é a primeira vez que vemos uma menina analfabeta ser campeã do continente africano.Nascida no bairro de Katwe, o maior e mais pobre da periferia de Kampala, capital de Uganda, Phiona Mutesi (Madina Nalwanga) tem a capacidade inata de prever e memorizar até oito jogadas do adversário. Ela se tornou uma campeã graças ao projeto social do ex-jogador de futebol Robert Katende (David Oyelowo), que ensina crianças carentes – inclusive os irmãos de Phiona – a praticarem o esporte reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional por desenvolver a mente, treinar e habilitar a percepção. Órfã de pai, vítima da AIDS, Phiona, com sua assídua dedicação, ajudou a mãe (Lupita Nyong’o) a sustentar a casa e ganhou uma bolsa de estudos para terminar de aprender a ler. Hoje com 16 anos, ela deve ter ganhado um bom dinheiro após o lançamento do filme e finalmente poderá sair da miséria.Rainha de Katwe(Queen of Katwe, EUA, 2016), de Mira Nair (Amelia).Drama.124 min.10 anos.Nota :4,0. 

Nota - 04