Crítica – É Apenas o Fim do Mundo(2016)

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Filho pródigo desiludido

Este longa tem um pouco de cada um de nós que alguma vez implicamos com aquele parente problemático antes de nos colocarmos no lugar dele. A trama lembra a parábola do filho pródigo que retorna à casa da mãe (Nathalie Baye) após 12 anos,provocando ciúmes doentio no irmão residente, mimado e pedante (Vincent Cassel). Contrariando a parábola, a mãe, em vez de correr para abraçá-lo compulsivamente, nem ao menos desliga o secador de cabelos para ouvir as novidades. Esse egocentrismo é copiado pela cunhada (Marion Cotillard) e pela filha (Léa Seydoux), que fala apenas de problemas pessoais e fúteis, sem notar que o escritor gay (Gaspard Ulliel) foi embora mais tarde, magoado ao ser criticado constantemente e não ser perdoado nos últimos dias de vida.É Apenas o Fim do Mundo (Juste la fin du monde, Canadá, França, 2016), de Xavier Dolan(Mommy) .Drama. 99 min. Nota :4,0.

Nota - 04