Crítica – A Chegada (2016)

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Círculo do tempo – A linguagem  universal

Após ministrar uma aula sobre as origens da língua portuguesa, uma das maiores especialistas em linguística é surpreendida pelo Coronel Weber (Forest Whitaker) anunciando a chegada de 12 espaçonaves extraterrestres em pontos específicos do globo. Em formato de lua crescente, as naves têm portas que se abrem a cada 18 horas, de acordo com a milenar marcação de um singelo relógio de ponteiro. Os militares condicionados à guerra, aflitos, temem um ataque em massa iminente, enquanto Louise Banks (Amy Adams) e o físico racional Ian Donnelly (Jeremy Renner), convidados a dialogar com dois heptapod denominados Abbott e Costello, esperam apreender todo o conhecimento alienígena,transmitido pedagogicamente em linguagem cíclica – a forma perfeita e universal –, a exemplo do calendário lunar. O genial diretor do aguarda
do Blade Runner 2 nos presenteia com outra rara joia cinematográfica que explodirá a cabeça de quem se atrever a assistir, sobretudo pelo final abrupto e filosófico – que explica a Teoria da Presciência, elaborada por Allan Kardec no livro A Gênese –, muito parecido com o final de Interestelar, sob outro ponto de vista. O melhor filme do ano até agora: a parte técnica, o roteiro, a fotografia, o figurino e a trilha sonora são impecáveis e lembrarão os clássicos 2001: Uma Odisseia no Espaço, O Dia em que a Terra Parou, Contatos Imediatos do Terceiro Grau, Contato e Guerra dos Mundos. Baseado no conto Story of Your Life, de Ted Chiang. A Chegada (Arrival, EUA, 2016), de Denis Villeneuve. Ficção Científica.116min.10 anos.Nota:5,0.

 Nota - 05