Trump chegou e nossa criatividade voltou

18-11-16bOs períodos das grandes guerras, ditaduras ou de líderes autoritários como Ronald Reagan, Margaret Thatcher, a família Bush e agora o icônico Donald Trump têm seu lado positivo; é nas dificuldades e nos momentos de maior opressão que nosso lado criativo aflora para sairmos da zona de conforto das entranhas da simbólica baleia de Jonas. Os 13 anos de PT transformaram Chico Buarque, nosso grande compositor dos anos de chumbo, em um tremendo babaca. O quadrinista Frank Miller, que recriou o Demolidor (A Queda de Murdock) e o Batman envelhecido em Cavaleiro das Trevas, e o gênio Alan Moore, autor da distopia V de Vingança e de Watchmen, que criticavam Thatcher, a “dama de ferro”, hoje hibernam ao lado do bondoso Obama e do inexpressivo governo britânico. A gozação com Donald Trump, que agora ficou séria, começou após a reformulação do Superman na HQ Homem de Aço. Até 1986, Lex Luthor era caracterizado como um cientista louco, mas os autores John Byrne e Marv Wolfman o redefiniriam como um influente e inescrupuloso empresário de Metrópolis e um dos homens mais ricos do mundo — nas palavras de Byrne, “uma mistura entre Donald Trump, Ted Turner, Howard Hughes e talvez até Satã”. Quem também promete acordar é o bombástico documentarista Michael Moore e o polêmico diretor Lars Von Trier, que prometeu terminar a última parte da trilogia E.U.A. Terra de Oportunidades – Dogville, Manderlay e Wasington (sem “h”, trocadilho com sin (pecado)) – caso um republicano assumisse o poder. Portanto, a falência criativa acabou, os momentos de tensão irão voltar e as grandes obras da literatura e do cinema também.