Crítica – Um Estado de Liberdade (2016)

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Guerra e Paz no Pântano 

No pequeno condado de Jones, localizado no Mississipi, berço da Ku Klux Klan, formou-se a primeira comunidade inter-racial do sul dos Estados Unidos, composta por rebeldes e desertores ricos, pobres, brancos e negros contrários à Confederação, escondidos na lama do pântano onde esse rústico exército a cavalo não chega. O motivo foi que os antiabolicionistas possuidores de grande número de escravos, responsáveis diretos pela Guerra Civil, ficaram legalmente isentos de se alistar, enquanto os demais, sobretudo os mais pobres e despreparados, foram dizimados em combate, ao mesmo tempo em que suas lavouras foram furtadas com frequência por selvagens militares com proteção legal em busca de alimento para os soldados do front. O precursor desse único estado livre de fato – o fazendeiro Newton Knight (Matthew McConaughey) – foi o primeiro a se casar e a ter um filho com uma negra (Gugu Mbatha-Raw). O partido que os libertou e proclamou o direito ao voto foi o mesmo que elegeu este ano um presidente xenofóbico declarado e que sente orgulho disso..Um Estado de Liberdade (The Free State of Jones, EUA, 2016), de Gary Ross(Jogos Vorazes).Drama histórico.139 min.14 anos.Nota :4,5.

Nota - 4,5