Crítica – Através da Sombra (2016)

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Os Fantasmas  e a Crise do Café

Depois de Macbeth, sob o título A Floresta Que Se Move, é a vez do cinema nacional adaptar com competência outro clássico da literatura mundial passado na Era Vitoriana, mesma época em que foi escrito. Dentre as inúmeras adaptações de A Volta do Parafuso, de Henry James, as mais famosas foram Os Inocentes, com Deborah Kerr, e, recentemente, o excelente Os Outros, protagonizado por Nicole Kidman. Ambientado em uma mansão nos idos da década de 30, durante a crise do café, o filme conta a história de uma professora contratada (Virginia Cavendish) para ensinar duas crianças órfãs adotadas pelo fazendeiro Afonso (Domingos Montagner), tio delas, depois da anterior ter enlouquecido. O roteiro é infantil, desgastado e não assusta, mas envolverá o espectador em um ótimo suspense, graças ao talentoso elenco. A trama se passa numa época tradicional e de maior repulsa ao sobrenatural, e o figurino e a fotografia representam com perfeição esse importante período brasileiro de grandes transformações socioeconômicas.Através da Sombra.(Brasil, 2016), de Walter Lima Junior(A Ostra e o Vento) .Suspense com Ana Lúcia Torre. 100 min. 12 anos. Nota :3,0. Nota - 03