Crítica – Indignação (2016)

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Extremos

Baseado no romance homônimo de Philip Roth, cujo protagonista, Marcus Logan Lerman, ótimo), seu alter ego, reflete toda a angústia vivida pelo renomado escritor. Marcus é um açougueiro jovem e dedicado que ganhou uma bolsa de estudos na conservadora Universidade Winesburg, em Ohio. Judeu por nascimento, ateu por convicção; brilhante em sala de aula, mas intolerante com os colegas. Exceção feita à pervertida namoradinha Olivia Hutton (Sarah Gadon), uma garota inteligente, culta e repleta de traumas, que é reprimida no campus por seu comportamento liberal. O ambiente de opressão sexual e social – inspirado nos dogmas religiosos –resume o que foram os anos 50 nos Estados Unidos, durante a Guerra da Coreia. Em contrapartida, os anos 60, de paz e amor, repudiaram em excesso toda essa opressão, demonstrando libertinagem  e  revolta. Indignação.(Indignation, EUA, 2016), de James Schamus.Drama.113 min. Nota :3,5.Nota - 3,5