Cinema.Estreias da Semana.08.07.16

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A Era da Extinção

Os continentes se separaram, os personagens se casaram e tiveram filhos, a  Era do Gelo (derretido) se aproxima do fim com a chegada do tenebroso meteoro que provocou a extinção dos dinossauros.

 

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O responsável ,logicamente é o carismático  Scat obrigando Manny, Ellie, Diego, Shira e Sid a deixarem seus lares até encontrar uma caverna ocupada pelo excêntrico líder espiritual Shangri Lhama e seus seguidores. Uma ideia interessante dentro de uma franquia desgastada com piadas e interpretações repetitivas provocando algumas risadas esparsas após 14 anos da franquia.Vamos inovar gente, criatividade é prioridade na sétima arte. A Era do Gelo – O Big Bang (Ice Age 5: Collision course, EUA, 2016), de Mike Thurmeier .Animação.100 min.Livre.Nota : 2,5.

Nota - 2,5

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Os opostos se dispersam

Pedro Almodóvar mais uma vez dá um show de direção enfatizando a moda dos anos 80 em um universo de cores vivas e gritantes. As cenas são longas e fechadas de propósito para o espectador poder observar tudo à sua volta, principalmente os objetos e o figurino da protagonista Julieta(Emma Suárez/Adriana Ugarte).Uma melancólica professora de história clássica com inclinação para tragédia.Seu estado de humor acaba contagiando a filha Antía(antagonista em grego – Blanca Parés), fruto de uma relação extra-conjugal nos anos dourados. A trama se desenvolve a partir de um possível reencontro entre elas após 12 anos. Uma jornada angustiante, mas que perde o fôlego nos momentos finais. Inspirado em três contos de Alice Munro, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 2013. (Julieta, Espanha, 2016), de Pedro Almodóvar.Drama. 99 min.14 anos.Nota :3,5.

Nota - 3,5

 

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Carisma acima de tudo

Depois de interpretar uma bruxa  em musical  cinematográfico da Broadway e uma mãe roqueira decadente, Meryl Streep empresta seu talento novamente  encarnando  péssima cantora lírica dos anos 40 .Florence Foster Jenkins era uma nova-iorquina  rica e carismática na vida real, que incrivelmente vendeu milhares de discos e até se apresentou no lendário Carnegie Hall, aplaudida de pé por Cole Porter. Essa   mesma personagem estrela o filme francês Marguerite  em cartaz quase simultâneo por aqui.Enquanto Marguerite retrata a hipocrisia da sociedade aristocrata nos anos 20  desconstruindo a personagem a produção americana idolatra a compatriota de forma heroica, alegre e cômica. Florence – Quem é essa mulher? (Florence Foster Jenkins, EUA, 2016), de Stephan Frear (Philomena).Comédia dramática com Hugh Grant. 100 min.10 anos.Nota : 3,5.

Nota - 3,5

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A rainha do rock and roll

Janis Joplin faz parte do seleto grupo de lendas do rock que morreu os 27 anos, vítima de heroína .Todavia, esta nova biografia por meio de cartas e depoimentos dos colegas e familiares retrata seu jeito alegre e sexy encarando o lado bom da vida.Uma bela e agradável coletânea  dos maiores sucessos da  rainha do rock  narrados pela  cantora Cat Power em um roteiro dinâmico para ver e ouvir toda potência da vocalista no palco . Destaque para o último romance com namorado David Niehaus na praia de Ipanema,  Rio de Janeiro.  Janis – Little Girl Blue (EUA,  2016), de Amy Berg .Documentário.103 min.14 anos.Nota :3,5.
Nota - 3,5

 

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Estetização da miséria

Em 1917 durante a Primeira Guerra Mundial um grupo de soldados enfrenta uma série de dificuldades no front italiano após os sangrentos combates em Altipiano no nordeste do país.  Ao redor, apenas neve e silêncio, homens entre longas e intermináveis esperas. E quando novas ordens chegam, ninguém sabe se vai conseguir sobreviver.Apesar da descrição agonizante, o  drama em imagens granuladas de marrom do interior do casebre  envolto pela imensidão branca, não conseguiu passar  a miserável realidade (de propósito), somente o aspécto artístico dirigido por Ermanno Olmi. Uma bellissima, fotografia condizente com o rústico figurino. Os moradores mortos de fome, não conseguiram  retratar a cruel realidade do ambiente escasso Até o ratinho ficou fofinho. No bom sentido, lembrou o documentário brasileiro indicado ao Oscar 2015, O Sal da Terra . Afinal , tudo que é belo é bom! Os Campos Voltarão.(Torneranno i prati.Itália 2014), de Ermanno Olmi.Drama.78 min.14 anos.Nota :2,5.

Nota - 2,5

 
 

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O tempo passa , e o preconceito fica

Cansada das árduas tarefas na fazenda dos pais convalescentes  a   jovem Delphine (Izïa Higelin)  adere ao movimento feminista de esquerda na década de 1970, cuja ideologia priorizava o uso da força e da violência, demonizava a burguesia que sustentava o país e a imprensa que fiscalizava o governo. Os mesmos ideais retrógrados e sectaristas de hoje .Lá  conhece Carole (Cécile de France), e se apaixona loucamente por ela em um romance lésbico, secreto e duradouro. Descobertas politicas e sexuais sutis contrariando o universo agrícola dos machistas da época.Um Belo Verão.(La belle saison, França, 2015), de Catherine Corsini Drama.105 min. Nota :2,5.

Nota - 2,5

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Menino 23 – Infâncias perdidas no Brasil

As investigações do historiador Sidney Aguilar sobre tijolos marcados com a suástica nazista encontrados no interior do Brasil revelam a história de meninos órfãos e negros, vítimas de um projeto criminoso de eugenia. Aloisio Silva, o menino 23, sobreviveu para contar.(Brasil, 2016), de Belisario Franca .Documentário. 79 min.10 anos.