Crítica – Julieta (2016)

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Os opostos se dispersam

Pedro Almodóvar mais uma vez dá um show de direção enfatizando a moda dos anos 80 em um universo de cores vivas e gritantes. As cenas são longas e fechadas de propósito para o espectador poder observar tudo à sua volta, principalmente os objetos e o figurino da protagonista Julieta(Emma Suárez/Adriana Ugarte).Uma melancólica professora de história clássica tendente as tragédias desde o berço que acabou contagiando a filha Antía(antagonista em grego – Blanca Parés), fruto de uma relação extra-conjugal nos anos dourados. A trama se desenvolve a partir de um possível reencontro entre elas após 12 anos. Uma jornada angustiante, mas que perde o fôlego nos momentos finais. Inspirado em três contos de Alice Munro, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 2013.Julieta (Julieta, Espanha, 2016), de Pedro Almodóvar.Drama. 99 min.14 anos.Nota :3,5.

Nota - 3,5