Não devemos comer ,mas proteger os animais

anjaeanimais

Capítulo IV – Suas palavras ao longo do tempo

QUESTÕES QUE A ESPIRITUALIDADE RESPONDE – Parte 4

(Algumas perguntas de cunho doutrinário, formuladas por espíritas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e respondidas pelo médium Francisco Cândido Xavier, por ocasião de um encontro em Uberaba, Minas Gerais, no dia 31.05.91.)

SOBRE OS ANIMAIS

Pergunta

— Chico Xavier, a Doutrina dos Espíritos esclarece com muita propriedade a questão da Lei de Causa e Efeito, de Ação e Reação, que preside a organização do Universo.

Ela também nos indica o livre arbítrio como atributo fundamental da personalidade humana, pelo qual o ser humano tem a faculdade de optar livremente pelo caminho que deseja seguir, recebendo, contudo, em contrapartida, o resultado inexorável de suas decisões boas ou más.

Assim, se conclui que a plantação é livre aos seres humanos, mas a colheita lhes é obrigatória.

Dessa forma, explica-se todas as provações e resgates, doenças e deformidades físicas e mentais por que sofre a maioria dos homens na Terra, como sendo o seu carma ou resgate de delitos passados.

Também nos ensina a Doutrina Espírita que os animais não gozam desta faculdade do livre arbítrio, por não possuírem ainda o pensamento contínuo.

Sendo assim, como devemos encarar a questão da existência de deformidades congênitas no seio dos animais?

Por que nascem animais cegos ou deformados, se eles não têm o livre arbítrio?

Resposta

— “Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos nós consideremos que os animais diversos, a nos rodear a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmos o próprio princípio inteligente.

Se nós, seres humanos, já alcançamos os domínios da inteligência, desenvolvemos agora as potências intuitivas. Eles, os animais, estão aperfeiçoando, paulatinamente, seus instintos, na busca da inteligência.

Da mesma maneira que nós, humanos, aspiramos alcançar algum dia, a angelitude na Vida Maior, personificada em nosso Mestre e Senhor Jesus, eles, os animais, aspiram ser no futuro distante homens e mulheres inteligentes e livres. Podemos nos considerar como irmãos mais velhos e mais experimentados dos animais.

Ora, se nós já sabemos que a lei divina institui a solidariedade entre os seres, por isso, podemos facilmente concluir que a nós, seres humanos, Deus outorgou a condução e a proteção de nossos irmãos mais novos, os animais.

E o que é que estamos fazendo com esta responsabilidade santa de proteger e guiar o reino animal?

Como é que esta Humanidade terrestre tem agido com relação aos animais, nos inúmeros séculos de nossa História?

Porventura nós, os homens, não temos nos convertido em algozes impiedosos dos animais, ao invés de seus protetores fiéis?

Quem ignora que a vaca sofre imensamente a caminho do matadouro?

Quem desconhece que minutos antes do golpe fatal os bovinos derramam lágrimas de angústia?

Não temos treinado determinadas raças de cães exaustivamente para o morticínio e o ataque?

Que dizermos das caçadas impiedosas de aves e animais silvestres, unicamente por prazer esportivo?

Que dizermos das devastações inconseqüentes do meio ambiente?

Tudo isso resume-se em graves responsabilidades para os seres humanos!

A angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais altera-lhes o equilíbrio natural de seus princípios espirituais, determinando ajustamentos em posteriores existências, a se configurarem por deformidades congênitas.

A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, os seres humanos, que não soubemos guiar os animais à senda do amor e do progresso, segundo a vontade de Deus.

Agora, vejamos: se determinado cão é treinado para o ataque e a morte, com requintes de crueldade, se ele é programado para o mal, pode ocorrer que, em determinado momento de superexcitação, este mesmo cão, treinado para atacar os estranhos, ataque as crianças de sua própria casa ou os próprios donos.

Aí, teremos um desajuste induzido pela irresponsabilidade humana.

Ora, este mesmo cão aspira crescer espiritualmente para a inteligência e o livre arbítrio.

Mas, para isso, ele precisará experimentar o sofrimento que lhe reajuste o campo emotivo, aprendendo a pouco e pouco a Lei de Ação e Reação.

Assim, ele provavelmente renascerá com sérias inibições congênitas.

A responsabilidade de tudo isto, no entanto, dever-se-á à maldade humana”.

Geraldo Lemos Neto

(Fonte: “O Espírita Mineiro”, número 217, maio/junho de 1991.)

Do livro “Mandato de Amor” – Geraldo Lemos Neto

Item: ” QUESTÕES QUE A ESPIRITUALIDADE RESPONDE “

Editora UEM – união Espírita Mineira: http://www.uemmg.org.br/

Livro: http://www.vinhadeluz.com.br/site/produto.php?n=32