Mulher Maravilha 51 – Tártaro , Inferno Grego, Romano e Espírita

“Inferno ou purgatório são estados de espírito em tribulação pôr faltas graves, ou em vias de penitência regeneradora.”

 

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Em Mulher Maravilha 51, Diana  vai ao Tártaro tentar curar o novo deus recém-nascido Zeke, esclarecendo-nos que o mais temido e escaldante local para onde supostamente  vão os pecadores depois da morte  não passa de uma ilusão mental

Nota - 04

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 O Céu e o Inferno sob a visão Espírita

Por Benedito da Gama Monteiro

A definição sintética de “Céu e Inferno” sob os parâmetros da Doutrina Espírita explica: “Céu e Inferno são estados de consciência”. Esta tese foi desenvolvida pelos Espíritos Reveladores do Espiritismo, respondendo a Allan Kardec – O Codificador da Doutrina -, na questão 1.012 de “O Livro dos Espíritos”(1).

Haverá no Universo lugares circunscritos para as penas e gozos dos Espíritos, segundo seus merecimentos?

“Já respondemos a esta pergunta. As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição dos Espíritos. Cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desgraça. E como eles estão pôr toda a parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado existe especialmente destinado a uma ou outra coisa. Quanto aos encarnados, esses são mais ou menos felizes ou desgraçados, conforme é mais ou menos adiantado o mundo em que habitam.”

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De acordo, então, com o que vindes de dizer, o inferno e o paraíso não existem, tais como o homem os imagina?

“São simples alegorias: pôr toda parte há Espíritos ditosos e inditosos. Entretanto, conforme também já dissemos, os Espíritos de uma mesma ordem se reúnem pôr simpatia; mas podem reunir-se onde queiram, quando são perfeitos.”. Allan Kardec, a seguir, complementa este assunto dizendo que a localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe. Provém da sua tendência a materializar e circunscrever as coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender.

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Contrapomos, agora, a tese das penas eternas, com trechos extraídos da Bíblia (Antigo e Novo Testamento) Salmo (22:27) : “Toda a terra se converterá ao senhor e todas as nações adorarão a sua face.”;

Jeremias (31:34) : “Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior, perdoarei a maldade de todos e não me lembrarei mais dos seus pecados.”;

Ezequiel (33:11) : “Juro pela minha vida, diz o senhor, que não quero a morte do ímpio, mas que ele se converta e viva.”;

Joel (2:32) : “Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo.”;

Mateus (18:24) : “Não é da vontade do vosso Pai que nenhum destes pequeninos se perca.”;

Lucas (15:7 e 10) : “Digo-vos que haverá mais alegria no céu pôr um pecador que se arrepende, do que pôr noventa e nove justos que não necessitavam de arrependimento.”;

1o Timóteo (2:4) : “Deus quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. O que Deus quer se cumpre. Sua vontade é soberana!”;

Tito (2:11): “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo a salvação a todos os homens.”;

2o Pedro (3:9) : “Ele (o Senhor) é longânimo para convosco, não querendo que nenhum se perca, mas que todos cheguem ao arrependimento.”

Continuando, deixamos à meditação dos leitores interessados na busca da verdade, que segundo Jesus, liberta, algumas indagações que servirão para fixar os aspectos que o confrade Jayme Andrade, em o livro “O Espiritismo e as Igrejas reformadas”(2) apresenta, argumentando e refutando a teoria das penas eterna .

1-Se Deus é infinito em todas as suas perfeições, é também infinitamente justo. Então, porque predestina Ele algumas almas à eterna bem-aventurança e outras à eterna condenação? Onde a infinita justiça? Se Ele é infinito em todas as suas perfeições, como onisciente tem conhecimento prévio do destino das almas que vai criando, e como presciente sabe que a maior parte delas será condenada à perdição eterna. Pôr que mesmo assim, Ele continua criando? Onde a infinita bondade?

2-Se ele é infinito em todas as suas perfeições, é também onipresente. Logo, tanto está no céu, contemplando a felicidade dos eleitos, como no inferno, contemplando o sofrimento dos condenados. E como pode ficar insensível a esse sofrimento pôr toda a eternidade? Onde fica a infinita misericórdia?

3-Se um pecador pode se arrepender dos seus erros durante a vida terrena, pôr que não poderá faze-lo após a morte? Não vemos nenhuma razão lógica para que não o possa. Então, pôr que Deus, que mandou que perdoemos indefinidamente aos que nos ofendem, e que é tão compassivo para com os que ainda se encontram no plano físico, é tão inflexível com os que já deixaram a Terra? Será a justiça humana mais equânime do que a justiça divina?

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4-Como explicar a condenação da humanidade inteira pelo erro de um só homem, se Deus disse pôr Ezequiel, (18:20) : “O filho não pagará pela maldade do pai, nem o pai pela maldade do filho; a alma que pecar, essa morrerá”? E como pode o sangue de um justo apagar os pecados de todo o gênero humano?

5-Que adianta ter fé, se a fé independe da vontade do homem, e não resulta das obras, pôr ser “um dom de Deus”, e se nem sequer é necessária, uma vez que a salvação é privilégio exclusivo da alguns “eleitos”?

6-Se as almas salvas na beatitude do céu conservam a lembrança dos que foram seus parentes e amigos na existência terrena, como poderão ter felicidade plena sabendo que entes queridos estão sofrendo tormentos sem fim no inferno? Como pode uma mãe carinhosa, que se sacrificou pôr um filho rebelde, desfrutar a bem-aventurança eterna, sabendo que um filho estremecido se consome em sofrimentos pôr toda a eternidade???

MlhrMrvlh4v051OsNvs52_Page_13O Espírito André Luiz, no livro “Libertação”(3) contribui com esta colocação:

“A rigor, não temos círculos infernais, de acordo com os figurinos da antiga teologia, onde se mostram indefinidamente gênios satânicos de todas as épocas e, sim, esferas obscuras em que se agregam consciências embotadas na ignorância, cristalizados no ócio reprovável ou confundidas no eclipse temporário da razão. Desesperadas e insubmissas, criam zonas de tormentos reparadores. Semelhantes criaturas, no entanto, não se regeneram à força de palavras. Necessitam de amparo eficiente que lhes modifique o tom vibratório, elevando-lhes o modo de sentir e pensar.”.

Com Emmanuel (Espírito) do livro “Renúncia”(4) concluímos, definindo as regiões de sofrimento no mundo espiritual:

“Inferno ou purgatório são estados de espírito em tribulação pôr faltas graves, ou em vias de penitência regeneradora.”

Bibliografia:

Kardec, Allan – “O Livro dos Espíritos”, 74a edição da FEB, 1994, Rio de Janeiro – RJ;
Andrade, Jayme – “O Espiritismo e as Igrejas Reformadas”, 1a edição, 1993, Ed. Gráf. “ABC do Interior”, Conchas – SP;Xavier, Francisco Cândido/André Luiz, livro “Libertação”, edição FEB;Xavier, Francisco Cândido/Emmanuel, livro “Renúncia”, edição FEB.

 Artigo publicado em Manaus, no jornal A Crítica de 26.06.1989; em O Mensageiro(FEA) de Dezembro de 1989; no jornal Folha Popular de 03.03.1995. No Rio de Janeiro, em O Reformador de Setembro de 1995.

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Tártaro (Mitologia)

Por Gabriella Porto

Na mitologia grega, o Tártaro é personificado por um dos deuses primordiais, nascidos a partir do Caos. As relações de Tártaro com Gaia geraram as mais terríveis bestas da mitologia grega, entre elas o poderoso Tifão.

Da mesma forma que Gaia é a personificação da Terra e Urano a personificação do Céu, Tártaro é a personificação do Mundo Inferior. Nele são encantradas as cavernas mais profundas e os cantos mais obscuros do reino de Hades, o mundo dos mortos, para onde todos os inimigos do Olimpo são enviados e onde são castigados por seus crimes. Na Ilíada, de Homero, representa-se Tártaro como prisão subterrânea ‘tão abaixo do Hades quanto a terra é do céu’. Ainda segundo a mitologia, nele são aprisionados somente os deuses inferiores, Cronos e outros titãs, enquanto que os seres humanos são lançados no submundo, chamado de Hades.

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Enquanto, segundo a mitologia grega, o Submundo era o lugar para onde iam os mortos, o Tártaro tinha vários outros moradores. A mitologia diz que na época em que Cronos era o titã que governava o mundo, ele prendeu os Ciclopes no Tártaro. Zeus os teria libertado, para que o ajudassem na sua luta contra os titãs. Os titãs acabaram sendo derrotados pelos deuses do Olimpo, e foram aprisionados no Tártaro. Ainda segundo a mitologia, os titãs ficaram vigiados por enormes gigantes, cada um com 50 grandes cabeças e 100 fortes braços, chamados Hecatônquiros. Mais tarde, quando Zeus derrotou o monstro Tifão, filho de Tártaro com Gaia, também teria lançado neste mesmo poço d’água.

 

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O Tártaro também é considerado o local onde o crime encontra seu castigo. Um bom exemplo é o de Sísifo, ladrão e assassino, condenado empurrar por toda a eternidade uma rocha ladeira acima, apenas para vê-la novamente descer com o próprio peso. No Tártaro também estava Íxion, o primeiro homem a derramar o sangue de um parente. Fez com que o seu sogro caísse num fosso cheio de carvões em brasa para assim evitar o pagamento do dote pela esposa. Seu castigo foi o de passar toda a eternidade girando uma roda em chamas. Tântalo, que desfrutava da confiança dos deuses, conversando e ceando com eles, dividiu a comida e os segredos divinos aos seus amigos. Sua punição pela traição foi ser mergulhado até o pescoço em água fria, que desaparecia sempre que tentava bebê-la para aplacar a enorme sede, além de ver logo acima de sua cabeça deliciosas uvas que, quando tentava colhê-las, subiam para fora de seu alcance.

 

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Já para os romanos, o Tártaro é o lugar para onde são enviados os pecadores. Virgílio o descreve na Eneida como um lugar gigantesco, rodeado pelo rio de fogo Flegetonte, cercado por uma tripla muralha que impede a fuga dos pecadores. Nesta versão, o Tártaro é guardado por uma Hidra com 50 enormes faces negras, que se postavam diante dum portão rangente, protegido por colunas feitas de adamante (material supostamente indestrutível, similar ao diamante), tão duras que nada poderia cortá-las.

 

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No interior do Tártaro haveria um castelo com amplas muralhas e um alto torreão de ferro. Tisífone, a Fúria que representava a Vingança, é a vigia que jamais dorme no alto deste torreão, chicoteando os condenados.

 

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No interior deste castelo haveria um poço que desceria até as profundezas da terra, no dobro da distância que há entre a terra dos mortais e o Olimpo. No fundo deste poço estriam os Titãs, os Aloídas, e muitos outros criminosos.

 

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1rtaro_(mitologia)
http://en.wikipedia.org/wiki/Tartarus
http://www.myetymology.com/encyclopedia/Tartar_(mythology).html

 

STRAITENED CIRCUMSTANCES: Tim Hanley on Wonder Woman and Women in Comics

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“Rebirth” is so close now. Today’s Wonder Woman #51 is the penultimate issue of the series. The Finches will wrap up their run next month, and then Greg Rucka’s coming in with Liam Sharp and Nicola Scott to relaunch the book and hopefully make it not terrible anymore. Yes, another relaunch is sort of ridiculous, but I’m very much looking forward to it because a) Rucka knows how to write comics, b) Sharp and Scott are great artists, and c) there’s no way that they could make a worse Wonder Woman than what we’ve been getting over the past year and a half.

Case in point, this month’s issue. It serves as both a tour through the unpleasant missteps DC’s made with Wonder Woman throughout the New 52 era and as just a bad comic that’s part of a dumb arc. Wonder Woman’s in Tartarus because Hecate sent her there…

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