EVOLUÇÃO ANÍMICA

evolucao-animica-gabriel-delanne-8576181282_300x300-PU6eb900d0_1A finalidade da alma é o desenvolvimento de todas as faculdades a ela inerentes.

Para consegui-lo, ela é obrigada a encarnar grande número de vezes, na Terra, a fim de acendrar suas faculdades morais e intelectuais, enquanto aprende a senhorear e governar a matéria.

É mediante uma evolução ininterrupta, a partir das formas mais rudimentares, até à condição humana, que o princípio pensante conquista, lentamente, a sua individualidade.

Chegado a esse estágio, cumpre-lhe fazer eclodir a sua espiritualidade, dominando os instintos remanescentes da sua passagem pelas formas inferiores, a fim de elevar-se, na série das transformações, para destinos sempre mais altos.

As reencarnações constituem, dessarte, uma necessidade inelutável do progresso espiritual.

Cada existência corpórea não comporta mais que uma parcela de esforços determinados, após os quais a alma se encontra exausta. A morte representa então, um repouso, uma etapa na longa rota da eternidade.

Depois, é a reencarnação novamente, a valer um como rejuvenescimento para o Espírito em marcha.

A cada renascimento, as águas do Letes propiciam à alma uma nova virgindade: desvanecem-se os erros, prejuízos, as supertições do passado.

Paixões antigas, ignomínias, remorsos, desaparecem, o esquecimento cria um novo ser, que se atira cheio de ardor e entusiasmo, no percurso da nova estrada. Cada esforço redunda num progresso e cada progresso num poder sempre maior.

Essas aquisições sucessivas vão alteando a alma nos inumeráveis degraus da perfeição.

Revelações são essas que nos fazem entrever as perspectivas do infinito. Mostram-nos a Eternidade da Existência a desenvolver-se nos esplendores do cosmo; Permite melhor compreender a justiça e bondade do imortal autor de todos os seres e de todas as coisas.

Criados iguais, todos temos as mesmas dificuldades a vencer, as mesmas lutas a sustentar, o mesmo ideal a atingir __ a felicidade perfeita. Nenhum poder arbitrário a predestinar uns à beatitude, outros a tormentos sem fim. Unidos, só o somos de própria consciência, pois ela é quem, ao retornarmos ao espaço, nos aponta as faltas cometidas e os meios de as repararmos.

Somos, assim, o árbitro soberano de nossos destinos; cada encarnação condiciona a que lhe sucede e, mau grado a lentidão da marcha ascendente, ei-nos a gravitar incessantemente para alturas radiosas , onde sentimos palpitar corações fraternais, e entrarmos em comunhão sempre mais e mais íntima com a grande alma universal_A POTÊNCIA SUPREMA.

GABRIEL DELANNE –

EVOLUÇÃO ANÍMICA – Estudo com Luiza Terra (CESC)