Crítica – O Filho de Saul (2015)

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Melhores condições de vida aos mortos

O mais religioso e materialista dos povos- os judeus- priorizam seus dogmas, rituais sagrados e costumes acima de tudo na vida.Logo, a preparação do corpo para a morte (Sheol) inicia-se na maternidade. Mesmo após o falecimento a importância do cadáver se mantém, sendo proibido cremar ,embalsamar,mutilar ou se comunicar (necromância) com o morto. O longa favorito ao Oscar 2016 indicado pela Hungria questiona esta disciplina irredutível á ponto de um pai judeu (Géza Röhrig)  confrontar militares alemães em pleno campo de extermínio de Auschwitz, durante a 2ª Guerra Mundial. O sacrifício tem por objetivo recuperar o corpo do falecido filho em meio a burocracia nazista, além de convencer um sacerdote judeu á recitar o ritual de despedida.Tudo isso filmado por uma câmera nervosa e em foco todo o tempo no rosto desesperado do protagonista. O Filho de Saul (Saul Fia, Hungria, 2015), de László Nemes. Drama. 107 min.14 anos Nota :4,0.    Nota - 04