Crítica – Macbeth: Ambição e Guerra (2015)

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Cores e profecias da tragédia anunciada

Macbeth: Ambição e Guerra é uma das melhores e mais fieis versões do  dramaturgo inglês para o cinema.Fiel a peça dentro do possível, usando todo o inglês arcaico do início da era medieval aliado a uma beleza poética insubstituível;época da formação dos reinos e da reorganização da sociedade conhecida. Um belo cenário desértico e multicolorido onde a população miserável dormia ao relento enquanto os soldados guerreavam entre si pela posse dos poucos  reinos conhecidos , caracterizados por um imenso e luxuoso castelo. As cores fortes da produção destacadas em vermelho e preto sugerem o sucessivo banho de sangue da era trevosa que duraria cerca de dez séculos. Lá, três videntes ou as popularmente chamadas feiticeiras profetizam o futuro reinado desgraçado de Macbeth( Michael Fassbender) ainda sob a administração do bondoso Rei Duncan(David Thewlis). A morte do rei pelo seu mais fiel escudeiro teve influencia direta da esposa “serpente” Lady Macbeth(Marion Cotillard ) provocando a ruína do solido reinado. Macbeth: Ambição & guerra (Macbeth, Reino Unido, EUA, França, 2015), de Justin Kurzel (Assassin’s Creed). Drama. 113 min. Nota :4,0.Nota - 04