Riocorrente, de Paulo Sacramento

Nota - 3,5

fora de quadro

riocorrente

:: Filme na programação da Mostra SP ::

“Tem que começar em algum lugar. Tem que começar em alguma hora. Tem lugar melhor do que este? Tem momento melhor do que agora?”

Riocorrente não é apenas um filme, é também um coquetel molotov. Um que explodiu, partiu o cenário ao redor e me deixou a pergunta: ainda é possível colar os tais caquinhos do velho mundo? Não sei responder, e acho que o filme não procura essa resposta. O que ele quer mesmo é provocar a angústia, o incômodo, nos tirar do lugar do conforto de que as coisas são como são. De que o sistema vai se autogerir sem fissuras ou gritos.

Nesse sentido, Paulo Sacramento faz uma obra tão profética que dá até medo. Quando este filme começou a ser feito, não havia pessoas com cartazes ou máscaras nas ruas das grandes cidades do país, não havia black…

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