IRMÃOS PROBLEMAS

irmaos problemaSão sempre muitos.

Contam-se, às vezes, por legiões.

Acham-se encarnados, entre os homens, e caminham semeando revolta.

Mostram-se desencarnados da esfera física e comunicam a peçonha do desespero.

Facilmente identificáveis, sinalizam a rebeldia. Falam em dever e inclinam-se à violência, referem-se ao direito e transformam-se em vampiros.

Criam a dor para os outros, encarcerando-se na dor de si mesmos.

São vulgarmente chamados “Espiritos maus”, quando, mais propriamente, são Espíritos infelizes.

Zombam de tudo o que lhes escape ao domínio, supõem-se invencíveis na cidadela do seu orgulho, escarnecem dos mais altos valores da Humanidade e acreditam ludibriar o próprio Deus.

Decerto que esses irmãos, enredados a profundo desequilibrio, estarão entre nós, adestrando-nos as forças mais intimas para que aprendamos a auxiliar.

Não perguntes por que existem, de vez que emparelhávamos com eles, até ontem, quando padeciamos ignorância maior, e nem exijas que os orientadores da Espiritualidade lhes suprimam a condição inferior a golpes de mágica, porquanto somos todos irmãos, com necessidade natural de assistência mútua.

Cabe-nos, acima de tudo, a obrigação de secundar o trabalho daqueles que nos precederam e nos inspiram, realizando o melhor.

Para isso, não te digas inútil.

Se não prestássemos para as boas obras, por que razão nos daria Deus a flama da consciência e o sopro da vida?

Contudo, não basta pregar. É preciso fazer.

Os companheiros infelizes, além de serem irmãos problemas, são também nossos observadores de cada dia.

Embora com sacrifício, atende à tua parte de esforço na plantação da bondade e no suor do aperfeiçoamento.

Saibamos sofrer e lutar pela vitória do bem, com devotamento e serenidade, ainda mesmo perante aqueles que nos perseguem e caluniam, recordando sempre que, em todo serviço nobre, os ausentes não têm razão.

Emmanuel – Seara dos médiuns