Crítica – M, o vampiro de Dusseldorf (M), 1931 – Fritz Lang

m-fritz-langNota - 04

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Uma das forças mais impressionantes em ação em M é a multidão. A multidão que entra em pânico em consequência das oito crianças encontradas mortas na cidade e acaba enxergando o assassino em seus amigos e vizinhos, pedestres na rua, em um frenesi que beira o linchamento de inocentes. A multidão de mendigos e ladrões que se organiza para vigiar todas as ruas da cidade e encontrar o assassino. Mais tarde, em uma das sequências mais interessantes do filme, o assassino é julgado por um júri constituindo de bandidos, mendigos e outros cidadãos do submundo, com destaque para as mulheres e mães enfurecidas que desejam ardorosa, furiosa e veementemente sua morte, virando novamente contra ele a multidão que começava a se condoer de sua situação de psicopatia irrefreável.

É interessante notar também, neste julgamento improvisado – e o único que iremos ver – como se dá a troca de argumentos…

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