O Gebo e a Sombra (2012) de Manoel de Oliveira

À pala de Walsh

Quando se trata de adaptações literárias, não é invulgar surgir quem defenda a obra escrita em detrimento da filmada, que uma só se sustenta por causa da anterior, ou inversamente, que uma encontra no insustentável algo onde se apoiar e crescer. Manoel de Oliveira está mais que habituado obrar sobre o texto de outros, mais que isso, sobre grandes obras da nossa literatura; curiosamente nunca o terão acusado de sugar os gostos mais nutritivos de certo texto sem lhes acrescentar nada de seu. Pois bem, O Gebo e a Sombra (2012) é uma adaptação da obra homónima de Raul Brandão, editada nos idos anos de 1923 e é também, por mérito do texto e por mérito de quem o soube ler da forma adequada, das mais políticas obras do mestre Oliveira.

Vivemos num tempo de austeridade, temos correspondentes estrangeiros que cuidam da nossa saúde financeira, temos uma organização política em torno…

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