O NASCIMENTO DE JESUS

A palavra natal veio do latim, derivada do verbo nāscor (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. Muito antes de Jesus Cristo nascer, o dia 25 de dezembro era festejado como solstício (o início) do inverno. Os festivais de inverno eram os festivais mais populares do  ano em muitas culturas. Entre as razões para isso, incluí-se o fato de que menos trabalho agrícola precisava ser feito durante o inverno,  devido a expectativa de melhores  condições meteorológicas com a primavera que se aproximava. Foi adaptado pela Igreja Católica para permitir a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano no ano 350, quando o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de dezembro como data oficial ratificada pelo Imperador Justiniano, em 529. Esse tipo de comemoração era muito comum; Na Páscoa  originalmente se comemorava a chegada da primavera. 

Jesus foi tão importante para a História, que a dividiu o calendário: antes e depois dele. Por isso contamos os anos a partir de seu nascimento, nos dois sentidos do tempo linear. Augusto César, por exemplo, nasceu no ano 63 a. C. (antes de Cristo), e morreu em 14 d. C. depois de Cristo). Usa-se, também, no segundo caso, a abreviatura a. D. do latim anno Domini (no ano do Senhor).
Desconhece-se o dia exato do nascimento de Jesus.
No século IV as autoridades religiosas optaram por 25 de dezembro, que marcava o início das festas populares da primavera, a suceder o inverno. Em boa lógica, sob o ponto de vista humano, Jesus deveria ter nascido filho do imperador romano. Assim desfrutaria do necessário poder para o desempenho da grandiosa missão, impondo sua mensagem aos homens. Nada disso aconteceu. Jesus preferiu nascer numa das mais obscuras províncias do império, à distância do poder, filho de humilde carpinteiro. Situou- -se tão longe de Roma, palco dos acontecimentos marcantes da época, que a História praticamente o ignorou. Por que semelhante escolha? Para entender isso, consideremos o fato fundamental que distingue Jesus dos líderes religiosos em geral: ele foi o único que, em todas as circunstâncias, exemplificou sua mensagem. Viveu seus ensinamentos.
Contemplamos assombrados, na vida dos grandes líderes religiosos, fundadores de religiões, flagrantes contradições entre o que pregavam e a realidade de seu dia a dia. A mensagem que traziam parecia maior que eles, incapazes de superar as limitações de seu tempo. Pesava em seus ombros.
Com Jesus foi diferente. Ele foi tão grande quanto sua mensagem e a vivenciou inteiramente. Ensinava que os homens são todos irmãos, filhos do mesmo Deus, pai de amor e misericórdia. Por isso não discriminava ninguém, nem recusava a convivência com a chamada gente de má vida, proclamando que os sãos não precisam de médico. Ensinava que devemos fazer ao próximo o bem que gostaríamos nos fosse feito, e passou seu apostolado a atender necessitados de todos os matizes, curando enfermos do corpo e da alma.
Recomendava que devemos perdoar não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete, sempre, e jamais asilou ressentimentos ou mágoas, mesmo contra os piores adversários. Culminou por perdoar seus algozes na cruz. E ao retornar à convivência dos discípulos, na gloriosa materialização, longe de admoestá- los por tê-lo abandonado no momento extremo, simplesmente os saudou com o carinho de sempre – a paz esteja convosco, convocando-os depois à gloriosa disseminação de seus princípios.
Empenhado em demonstrar, desde o primeiro momento, que o caminho para Deus passa pelo despojamento dos interesses humanos, das  ambições, do comprometimento com o poder e com a riqueza, preferiu nascer filho de um humilde carpinteiro, no seio de um povo sem expressão no contexto de Roma. Exemplificava, assim, uma lição ainda não assimilada pela Humanidade: o valor de um homem não pode ser  medido por sua origem, por sua profissão, pelo dinheiro, pela posição social, pelo poder que acumula, mas pelo seu empenho em contribuir para a harmonia e o bem-estar da sociedade em que vive, seja ele o presidente da república ou o mais humilde trabalhador braçal.
Por isso, em qualquer tempo, sempre que nos detivermos na apreciação do nascimento de Jesus, não importa saber se ele nasceu em Belém ou Nazaré; se foi no ano um ou antes; se em dezembro ou noutro mês. Devemos avaliar, isto sim, se já iniciamos uma nova contagem do tempo em nossa vida. Se já podemos comemorar o anno Domini, aquele ano decisivo do nascimento de Jesus em nossos corações. É fácil saber. Considerando que sua mensagem sintetiza-se no espírito de serviço em favor do bem comum, basta avaliar quanto de nosso tempo fazemos um tempo de servir.
Por  Richard Simonetti
Noite Feliz
Noite Feliz é uma das canções mais populares da noite de Natal. Foi escrita pelo padre Joseph Mohr e musicada por Franz Gruber em 1818, na cidade de Oberndorf, Áustria, tendo sido executada pela primeira vez na Missa do Galo desse ano na paróquia São Nicolau. Tem versões em, pelo menos, 45 línguas. Noite feliz! Noite feliz! o Senhor, Deus de amor, pobrezinho nasceu em Belém. Eis, na lapa, Jesus, nosso bem! Dorme em paz, ó Jesus! Dorme em paz, ó Jesus! Noite feliz! Noite feliz! Oh! Jesus, Deus da luz, quão afável é teu coração que quiseste nascer nosso irmão e a nós todos salvar! e a nós todos salvar! Noite feliz! Noite feliz! Eis que, no ar, vêm cantar aos pastores os anjos dos céus, anunciando a chegada de Deus, de Jesus Salvador! de Jesus Salvador!