Vampirismo

(…) vampiro é toda entidade ociosa que se vale,
indebitamente, das possibilidades alheias.”
(Missionários da Luz, André Luiz)

Dracula

Existe vampirização  em larga escala, desde os tempos imemoriais. Sempre existiram criaturas que vivem a expensas de outrem, absorvendo-lhes as energias das mais diferentes maneiras, tanto no plano físico quanto no espiritual.

Assim, os que se encontram muito apegados às sensações materiais prosseguem, após o túmulo, a buscar sofregamente os gozos em que se compraziam. Para usufruí-las, vinculam-se aos encarnados que vibram em faixa idêntica, instalando-se então o comércio das emoções doentias. Por outro lado, os obsessores, por vingança e ódio, ligam-se às suas vítimas com o intuito de absorver-lhes a vitalidade, enfraquecendo-as e exaurindo-as, para conseguirem maior domínio.

Idêntico procedimento têm os desencarnados que se imantam aos seres que se imantaram na Terra e que são os parceiros de paixões desequilibrantes. Ressalte-se que existem aqueles que, já libertos do corpo físico, ligam-se, inconscientemente, aos seres amados que permanecem na crosta terrestre, mas sem o desejo de fazer o mal.

E, mesmo entre os encarnados, pessoas existem que vivem permanentemente sugando as forças de outros seres humanos, que se deixam passivamente dominar. Essa dominação não fica apenas adstrita à esfera física, mas, tal como mencionamos no capítulo 5, que se refere à obsessão entre encarnados, intensifica-se durante as horas de sono. Quanto mais profunda for essa sintonia maior será a vampirização.”

Em qualquer dos casos configura-se perfeitamente a parasitose espiritual.

No livro Evolução em dois Mundos, André Luiz campara os parasitas existentes nos reinos inferiores da Natureza aos “parasitas espirituais”, visto que os meios utilizados pelos desencarnados, que se vinculam aos que permanecem na esfera física obedecem aos mesmos princípios de simbiose prejudicial.

Reportando-se aos ectoparasitas (os que limitam própria ação às zonas de superfície) e aos endoparasitas (os que se alojam nas reentrâncias do corpo a que se impõem), traça o autor um paralelo entre estes e a ação dos obsessores.

Realmente encontramos muitos desencarnados que agem como ectoparasitas, ou seja, “absorvendo as emanações vitais dos encarnados que com eles se harmonizam, aqui e ali”, como são os que se aproximam eventualmente dos fumantes, dos alcoólatras e de todos aqueles que se entregam aos vícios e desregramentos de qualquer espécie.

E como endoparasitas conscientes os que, “após se inteirarem dos pontos vulneráveis de suas vítimas”, assenhoreiam-se de seu campo mental impondo-lhes ao centro coronário a substância dos próprios pensamentos, que a vítima passa a acolher qual se fossem os seus próprios. Assim, em perfeita simbiose, refletem-se mutuamente, estacionários ambos no tempo, até que as leis da vida lhes reclamem, pela dificuldade ou pela dor, a alteração imprescindível. Agem dessa forma os obsessores que pretendem subjugar a sua vítima, num processo lento, contínuo e progressivo.

Observe-se, todavia, com relação aos seres humanos, que aquele que age como ectoparasita pode passar a atuar como endoparasita, caso queira e encontre campo para tanto.

O parasitismo espiritual (ou vampirismo) é um processo grave de obsessão que pode ocasionar sérios danos àquele que se faz hospedeiro (o obsidiado), levando-o à loucura ou até mesmo à morte.

O quadro das aflições e degradações humanas é bastante deplorável, daí por que a missão do Espiritismo avulta a cada instante, pois que ele traz a única terapêutica possível para esses dramas pungentes.

Suely C. Schubert  http://www.acasadoespiritismo.com.br/temas/obsessaodesobsessao/parasitose%20espiritual.htm