O PIOR INIMIGO DA IGREJA CATÓLICA: O LIVRO

livro

O grande fotógrafo Stendhal, observou que a Igreja Católica aprendeu bem depressa que o seu pior inimigo eram os livros. Não os reis, as guerras religiosas. Neles, como diz J.R Guzzo, em Veja, as pessoas ficavam sabendo de coisas que não sabiam, porque os padres não lhe contavam e as pessoas descobriram que podiam pensar por conta própria.

A proibição do livro ou de qualquer outra forma de informação, sempre foi a meta da igreja para deixar seus seguidos analfabetos, assim não podiam atrapalhar. No Brasil, somente na metade do século 19 é que os católicos tiveram a possibilidade de tomar conhecimento da imprensa, dos livros e de outras fontes de informações, mesmo assim com grande restrição.

O contrário se deu na Reforma (Lutero), os protestantes não podiam ser analfabetos, pois toda forma de realização religiosa deveria ser escrita e lida por seus seguidores. Mas a Igreja Católica alega que os inúmeros colégios mantidos pela igreja
era a prova dessas alegações negativas sobre educação. Entretanto, os contestadores afirmam que essa educação era dirigida em grande parte, para a religião, e somente a elite tinha condições de enviar seus filhos (as) para essas escolas, o que para a igreja era uma boa fonte de ganhar defensores, seguidores e divulgadores.

Para a massa pobre e ignorante, os catecismos, lições teóricas e não escritas, mas dirigidas por padres e freiras, nas igrejas e gratuitos, o que também era uma forma de conseguir defensores, seguidores e crentes.

O. Donnini, jornalista
oduvaldodonnini@terra.com.br