A Glândula Pineal

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INTRODUÇÃO
A glândula pineal, também denominada epífise, está situada na região talâmica, à frente do cerebelo. Tem a forma de uma pinha, sendo pouco conhecida pela ciência médica, embora desde Galeno (130 a 201 AC) já era estudada tanto pelos gregos (conarium) como pelos latinos (glândula pinealis). Destacamos nestes estudos a Escola de Alexandria onde foram realizadas importantes pesquisas ligadas às questões religiosas.

Mais modernamente, temos com Descartes, novos estudos em torno da pineal, com descrição minuciosa desta glândula que ele considerava o centro da vida psíquica, afirmando que : “A alma era o hóspede misterioso da pineal”.

No século XIX, alguns embriologistas relacionaram a glândula pineal com o terceiro olho de alguns répteis lacertídios da Nova Zelândia.

Dizem alguns cientistas, que o corpo pineal, no homem, é o órgão vestigial, representante involuído de um aparelho que era desenvolvido nos antigos vertebrados.

Os fisiologistas afirmam que a função da pineal seria o freio do desenvolvimento sexual até a idade da puberdade. Nesta fase, o controle das gônadas (glândulas sexuais) passaria a outra glândula, e a pineal iria atrofiando, involuindo.

O funcionamento desta glândula ainda é pouco conhecido pela ciência médica, que apenas lhe atribui a tarefa de “travar” a evolução dos órgãos sexuais até a puberdade.

Os neurologistas situam-na à frente do cerebelo , na região talâmica.

Segundo Dr. Jorge Andréa, podemos pensar que o primitivo olho pineal, em vez de ser um elemento regressivo com tendências ao desaparecimento, fosse ao contrário, elemento em desenvolvimento.

Sob este ponto de vista, o olho pineal poderia ser visto como o ponto em que se iniciam os verdadeiros alicerces da glândula pineal, e, como tal “o inicio da individualidade espiritual e na espécie humana a glândula pineal responderia pelos mecanismos da meditação e do discernimento, da reflexão e do pensamento e orientação dos fenômenos psíquicos muito elevados.”

Na região talâmica, na base cerebral, encontram-se zonas de grande significação que participam do sistema neuro-vegetativo. “Estudos modernos, ainda não bem definidos, parecem traduzir a influência direta ou indireta da epífise com os centros da base cerebral e, como tal, a glândula passaria a ter grande participação nos fenômenos psíquicos.”

Para nós, espíritas, a pineal, segundo instruções dos Espíritos, como André Luiz, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier e de Manoel Philomeno de Miranda, através de Divaldo Franco, e também segundo outros cientistas e estudiosos do assunto, esta glândula, é de grande importância no processo mediúnico, sendo considerada a responsável pela nossa vida psíquica e pela intermediação do plano físico com o plano espiritual.

Ela preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo espiritual ou perispírito.

A PINEAL E O SISTEMA GLANDULAR
“As glândulas de secreção interna , conforme conceituação de Claude Bernard produzem substâncias apropriadas, os hormônios, com respectivo lançamento na corrente sangüínea, a fim de exercerem influências específicas na organização física.”

O funcionamento destas glândulas sofre o direcionamento da hipófise quanto às dosagens e aproveitamento dos hormônios.

Contudo, “a glândula pineal situada na zona medianeira dos órgãos encefálicos vide gravura , por intermédio de seus princípios, principalmente a melatonina de constante ritmo secretório, teria uma grande influência em toda cadeia glandular.”

Assim podemos concluir que:

– A pineal ocupa posição central em relação aos órgãos nervosos;

– Mantém relações com as glândulas endócrinas, exercendo influência em maior ou menor grau;

– Seria a orientadora da cadeia glandular, enquanto a hipófise com todo o organismo;

– Responderia pelos mais altos fenômenos da vida – “glândula da vida espiritual”- e por ser elemento básico e controlador das razões emocionais, o sexo em suas manifestações dependeria de sua interferência;

– Por seus intermédio , ocorreriam fatores propulsores de evolução espiritual, como: renúncia, uso equilibrado do sexo , tolerância, abnegação, bondade e disciplina emotiva.

“A pineal seria a tela medianeira onde o Espírito encontraria os meios de aquisição dos seus íntimos valores, por um lado, e, pelo outro, as condições para o crescimento mental do homem, em verdadeiro ciclo aberto, inesgotável de possibilidades e potencialidades.”

Tendo a glândula pineal, estreita relação com toda a cadeia glandular do organismo, está ligada a inúmeras funções orgânicas, direta ou indiretamente, com acentuada relação com o setor psíquico ou mental.

Dr. Jorge Andréa a considera, por isso, o Centro Psíquico ou Centro Energético do organismo.

“Podemos considerar a pineal como sendo a glândula da vida psíquica; a glândula que resplandece o organismo, acorda a puberdade e abre suas usinas energéticas para que o psiquismo humano, em seus intrincados problemas emocionais, se expresse em vôos imensuráveis.”

A PINEAL E OS CENTROS DE FORÇA OU CHAKRAS
“O centro coronário liga-se materialmente à epífise ou pineal que é a glândula da vida espiritual do homem.”

A pineal relaciona-se com o centro coronário que é a expressão máxima do veículo perispiritual, pelo seu potencial de radiações.

Este centro de força, segundo os autores espirituais, liga-se diretamente com a mente que é a sede da consciência. Recebendo em primeiro lugar os estímulos espirituais, comandando os demais centro, vibrando com ele em interdependência.

Do centro coronário emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas ramificações, sendo responsáveis pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica.

“Temos particularmente no centro coronário o ponto de interação entre as forças determinantes do Espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas.”

Segundo instruções de André Luiz, o centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, é “o centro que assimila os estímulos do plano superior e orienta a forma , o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial encarnada ou desencarnada (…), ligando-se materialmente à pineal ou epífise que anatomicamente corresponde à localização referida acima.

O Espírito Manoel Philomeno de Miranda reafirma este conceito na seguinte citação: “Aplicou o mesmo recurso ao centro coronário, e logo após ao genésico. Ativados habilmente, filamentos coloridos acionados por energia especial, passaram a vitalizar os demais que se acenderam, como lâmpadas mágicas (…) circulando e vibrando numa irrigação por toda a aparelhagem fisiológica como se as artérias, veias e vasos estivessem percorridos por desconhecido gás neón, que se exteriorizava em todas as direções.”

E mais adiante relata: “…fixou no centro coronário, onde se situa a epífise, a veladora da sexualidade, os abusos anteriormente cometidos, que foram sendo revelados, à medida que a puberdade ativava o centro genésico…”

A PINEAL E A MEDIUNIDADE
A percepção do ser humano não é nenhum mecanismo puramente nervoso e sim, psíquico.

Todos nós possuímos 14 bilhões de neurônios ( células nervosas) aproximadamente. Mas, nossas percepções são variadas por não serem as sensações iguais em todos os indivíduos, isto é, reagimos aos estímulos exteriores através dos sentidos físicos de maneiras diferenciadas. O mesmo ocorrendo com a recepção das energias que nos chegam através do perispírito ou das zonas do nosso psiquismo que sofrem influências espirituais. Quem sente é o Espírito e o corpo reage sob sua influência através do perispírito.

As zonas nervosas que fornecem as sensações perceptivas conscientes, estariam preferencialmente, no córtex que é o cérebro propriamente dito, isto é, constituí a camada que o envolve de aproximadamente 1,5 a 4mm de espessura de matéria cinzenta, composta de neurônios. Os neurônios corticais recebem os impulsos nervosos vindos de todas as partes do corpo e a eles respondem .

O cérebro físico funciona como um computador armazenando os conhecimentos e as experiências da vida , em cada reencarnação, passando para o Espírito através do perispírito.

Na base cerebral ou sub-córtex, estariam as estações de transição onde as influências energéticas da zona inconsciente poderiam sofrer filtragens e adaptações para a zona consciente.”

Nesta base cerebral, a pineal teria um papel importante na percepção espiritual e conseqüentemente no mecanismo do processo mediúnico.

A sintonia mental do Espírito comunicante com o médium se realiza através do perispírito e a glândula pineal seria a válvula receptora. Quanto mais evoluído o ser mais elevada sintonia e captação de maior número de ondas ou vibrações energéticas. A pineal iria estabelecer , neste processo, a ligação mental dos dois planos, sempre respeitando as leis da comunicação mediúnica.

“No exercício mediúnico de qualquer modalidade, a pineal desempenha o papel mais importante. Através de suas forças equilibradas, a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios peculiares à nossa esfera. É nela que reside o sentido novo dos homens, entretanto, na grande maioria deles a potência divina dorme embrionária.”

André Luiz é o autor espiritual que fornece maiores informações em torno da glândula pineal ou epífise. No livro Missionários da Luz , cap. II, ele descreve suas observações em torno da mediunidade, mais precisamente de um médium durante o transe mediúnico:

“Quanto mais lhe notava as singularidades do cérebro, mais admirava a luz crescente que a epífise deixava perceber. A glândula minúscula transformara-se em núcleo radiante e, em derredor, seus raios formavam um lótus de pétalas sublimes.”

Examinando os demais médiuns , André Luiz relata que, em todos eles, a glândula pineal apresentava alguma luminosidade, mas em nenhum brilhava com a intensidade como a observada no médium que se prestava à comunicação.

Alexandre, o instrutor espiritual de André Luiz, passa a seguir importante informações em torno da pineal e que transcrevemos resumidamente: “é a glândula da vida mental. Ela acorda no organismo do homem na puberdade, as forças criadoras e, em seguida continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre.”

PINEAL E CONTROLE EMOCIONAL
“O que representava controle é fonte criadora e válvula de escapamento. A glândula pineal reajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhoso de sensações e impressões na esfera emocional.”

PINEAL E CRIATIVIDADE
“Preside aos fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida.”

PINEAL E SEXUALIDADE
Referindo-se às glândulas genitais, elucida o instrutor:

“São demasiadamente mecânicas, para guardarem os princípios sutis e quase imponderáveis da geração. Acham-se absolutamente controladas pelo potencial magnético de que a epífise é a fonte fundamental. As glândulas genitais segregam os hormônios do sexo, mas a glândula pineal, se me posso exprimir assim, segrega “hormônios psíquicos” ou “unidades-força” que irão atuar de maneira positiva, nas energias geradoras. Os cromossomos da bolsa seminal não lhe escapam à influenciação absoluta e determinada .”

“Na qualidade de controladora do mundo emotivo, sua posição na experiência sexual é básica e absoluta. De modo geral, todos nós, agora ou no pretérito, viciamos esse foco sagrado de forças criadoras, transformando-o num ímã relaxado, entre as sensações inferiores de natureza animal.”

PINEAL E HEREDITARIEDADE
“Quantas existências temos despendido na canalização de nossas possibilidades espirituais para os campos mais baixos do prazer materialista?

Lamentavelmente divorciados da lei do uso, abraçamos os desregramentos emocionais, e daí, a nossa multimilenária viciação das energias geradoras, carregados de compromissos morais, com todos aqueles a quem ferimos com os nossos desvarios e irreflexões. Do lastimável menosprezo a esse potencial sagrado, decorrem os dolorosos fenômenos da hereditariedade fisiológica, que deveria constituir, invariavelmente, um quadro de aquisições abençoadas e puras.”

PINEAL E EVOLUÇÃO ESPIRITUAL
“A vontade desequilibrada desregula o foco de nossas possibilidades criadoras. Daí procede a necessidade de regras morais para quem, de fato, se interesse pelas aquisições eternas nos domínios do Espírito. Renúncia, abnegação, continência sexual e disciplina emotiva não representam meros preceitos de feição religiosa. São providências de teor científico, para enriquecimento efetivo da personalidade. Centros vitais desequilibrados obrigarão a alma à permanência nas situações de desequilíbrio.”

“Segregando “unidades-força” a pineal pode ser comparada a poderosa usina que deve se aproveitada e controlada, no serviço de iluminação, refinamento e benefício da personalidade. É indispensável cuidar da economia de forças em todo serviço honesto de desenvolvimento das faculdades superiores. São muito raros ainda na Terra, os que reconhecem a necessidade da preservação das energias psíquicas para engrandecimento do Espírito eterno.

PINEAL – GLÂNDULA DA VIDA ESPIRITUAL DO HOMEM
“Segregando delicadas energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob a sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos.”

PINEAL E A PRESERVAÇÃO DAS ENERGIAS PSÍQUICAS
Contra os perigos possíveis, na excessiva acumulação de forças nervosas, como são chamadas as secreções elétricas da pineal, aconselharam aos moços de todos os países a prática esportiva como preservativa dos valores orgânicos. A medida, embora saudável, não atende às necessidades espirituais do homem. Poucos homens compreendem o verdadeiro sentido da vida.

“São muito raros ainda, na Terra, os que reconhecem a necessidade de preservação das energias psíquicas para engrandecimento do Espírito eterno. O homem vive esquecido de que Jesus ensinou a virtude como esporte da alma, e nem sempre se recorda de que, no problema de aprimoramento interior, não se trata de retificar a sombra da substância e sim a substância em si mesma.”

E o instrutor Alexandre conclui: “A função da epífise na vida mental é muito importante.”

MECANISMO MEDIÚNICO
No intercâmbio mediúnico, as energias espirituais poderão chegar diretamente ao psiquismo do médium. A recepção destas energias do Espírito comunicante irão variar de intensidade e percepção de acordo com o aparelho receptor que é o médium.

“As ondas de energia psíquica chegam aos jorros no inconsciente, mais precisamente nos discos energéticos do psicossoma, sofrem elaborações e ajustamento no centro energético da pineal e com suas próprias irradiações, jogam nas placas dos centro nervosos as idéias que aí aportam.”

As correntes mentais vindas de um Espírito comunicante, serão detectadas conforme o grau de percepção do médium. As emissões mentais dependerão do teor vibracional dos dois participantes do fenômeno – Espírito e Médium – sempre de acordo com a evolução espiritual de cada um deles. Quanto menos evoluído, mais restrita a percepção.

Dr. Jorge Andréa nos diz que “A zona ideal para o contacto inicial do médium com o manifestante, seria nas correntes centrífugas do perispírito.”

Mas de conformidade com o grau de sintonia, poderá dar-se em qualquer das zonas do psiquismo do médium e influenciar os centros nervosos responsáveis pelas diversas regiões cerebrais. Nesta fase do fenômeno, a glândula pineal agiria como aferidora real da energética da corrente mental do Espírito .

“A corrente espiritual do comunicante, assim encaixada na zona perispiritual do médium e comandando os influxos internos, atingiria a base cerebral da organização talâmica, no sub-córtex, promovendo e movimentando a arquitetura nervosa do sensível. Nesta posição, o cerebelo entraria com sua função corretora do equilíbrio “vibratório elétrico” e a glândula pineal como aferidora real da energética em apreço.”

Poderíamos, assim, de posse destas informações, colocar a glândula pineal como parte integrante do mecanismo mediúnico. Então teríamos :

Perispírito – Sistema neuro-vegetativo – Glândula pineal, estes seriam os fatores essenciais ao processo mediúnico. Acomodados, sempre, às possibilidades do aparelho receptor, gerando toda uma diversidade de manifestações mediúnicas em graus e percepções, resultando os tipos diferenciados de faculdade mediúnica: Psicofonia, vidência, psicografia, audiência, etc.

CONCLUSÃO
Mesmo de posse de tão importantes informações, ainda não podemos avaliar em profundidade a função da pineal no intercâmbio mediúnico. Quando conseguirmos situar com precisão o fenômeno mediúnico e nossos valores psíquicos nesta intermediação, estaremos mais aptos a penetrar e compreender o papel da pineal na mediunidade.

Percebemos, contudo, que este conhecimento está relacionado com nosso esforço de evolução e aprimoramento moral, refinando nossas emoções e utilizando todo nosso potencial de energias nas conquistas espirituais superiores, elevando nossa sintonia mental e vibratória, o que nos propiciará a prática mediúnica dentro dos valores éticos estabelecidos pela Doutrina Espírita.

Recordemos sempre no processo de sintonia com o plano espiritual superior, as sábias palavras de Alexandre, instrutor espiritual de André Luiz: “e em vossos serviços de fé, não intenteis fazer baixar até vós os Espíritos Superiores, mas aprendei a subir até eles, conscientes de que os caminhos de intercâmbio são os mesmos para todos e mais vale elevar o coração para receber o infinito bem, que exigir o sacrifício dos benfeitores.”

Informações Complementares:
1. Fontes de Consultas: Obras (diversas) da Doutrina Espírita; Central Espírita Brasileira…

http://www.umbandacomamor.com.br/espiritismo/aglandulapineal.html